Karl Egloff supera o recorde de subida e descida do teto da Europa

Karl Egloff é o novo recordista da ascensão e descida do Elbrus, a montanha mais alta da Europa, com 5642 metros. Retirou cerca de 18 minutos ao anterior registo…

 

Egloff registou 4h20 e é o novo recordista do teto da Europa, um marco que estava na posse do russo Vitaly Shkel (4h38). O registo aconteceu durante o Red Fox Elbrus Sky Marathon (evento que reuniu mais de 500 atletas em diversas competições, sendo a sky marathon a prova rainha), que teve a sua partida e chegada em Azau Glade, a 2.450 metros. Ou seja, 3.300 metros de desnível positivo, 25 km de distância total e uma temperatura média de – 28 graus.

«No topo tive a perceção de que tinha alcançado o recorde de ascensão. Desci depois em 56 minutos, arriscando bastante em alguns lugares e muito cansado. As pernas falhavam e caí algumas vezes na neve na parte final», confessou ao site carreraspormontana.Egloff disse que a descida foi mais complicada do que a subida, «foi algo selvagem porque as pernas falham e é um desnível de mais de 3.000 metros que se faz em muita velocidade. Nos últimos metros a neve já está mais branda e é um terreno mais agreste, com riachos, terra e lodo, é complicado… Depois, começas a receber muito oxigénio e o corpo fica confuso, voltam as cãibras, começas a ter tonturas e ver em dobro… São sensações que anteriormente já tive.»

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De referir que Egloff já tem na sua posse outros registos mundiais, como no Kilimanjaro (6h42, em 2014) e Aconcagua (11h52, 2015). O objetivo do equatoriano é alcançar as marcas mundiais das 7 montanhas mais altas de cada continente.

«O Elbrus é uma montanha muito distinta, é muito fria e corres quase a sua totalidade sobre a neve. No Equador não temos estas condições, por isso tive de me preparar nos glaciares dali. Depois, o desnível do Elbrus também não encontro no meu país, o que dificultava o meu treino. Com o Aconcágua e o Kilimanjaro tinha muitas mais similitudes. O contrário que ocorria com Vitaly Shlek, anterior recordista, que morava aqui próximo. Por isso, sabia que iria ser muito difícil superar este registo, já que é a montanha da sua casa.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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