Inês Henriques e João Vieira são campeões de 20 km marcha

Favoritos ao triunfo final, Inês Henriques (Clube de Natação de Rio Maior) e João Vieira (Sporting) conquistaram o título nacional de marcha após vencerem a prova de 20 km, numa competição realizada em Quarteira, no Algarve.

Inês Henriques, que tem como grande objetivo da temporada o título Europeu nos 50 km no Verão, terminou a prova com o tempo de 1h30m08. Atrás ficaram Ana Cabecinha (Clube Oriental de Pechão), com 1h30m59 (campeã do ano passado), e Kristina Saltanova (Juventude Vidigalense), com 1h36m29. 

«Campeã Nacional dos 20km de marcha em estrada com 1h30’08”
Orgulhosa e muito feliz 💪💪💪», escreveu Inês Henriques na sua página do Facebook.

A atleta conquistou o seu quinto título nacional e, no final, disse que não forçou, já que os seus objetivos mais próximos assim não o permitem.

«Tenho treinado com calma. O Jorge Miguel (NDR: treinador) não me deixa andar rápido porque nós queremos estar bem no Campeonato do Mundo de Nações de marcha (NDR: em maio, na China), onde quero ganhar os 50 km. Não estava a treinar para os 20 km (…) Não estava à espera de uma marca tão boa. Eu queria fazer a marca de preparação olímpica porque eu tenho de garantir o apoio nos 20 km para continuar a fazer 50 km, que ainda não é modalidade olímpica, mas vai ser.»

João Vieira domina nos homens

Na prova masculina, o campeão João Vieira defendeu o título com louvor e percorreu os 20 km em 1h25m44 (45.º título nacional absoluto, 20 títulos nos 20 km). No seu percalço, dois atletas do Benfica: Miguel Carvalho (1h26m45) e Miguel Rodrigues (1h29m31, o melhor registo em Sub-23).

«É uma prova sempre difícil. Decidi marcar presença, mas não foi um dia com as condições adequadas para marchar. Um percurso bastante difícil, ainda por cima com bastante vento», afirmou João Vieira após ter alcançado a vitória.

O marchador revelou ainda que decidiu participar na prova por se tratar de uma prova nacional:

«Sou português, tenho sempre muito prazer em participar nos campeonatos nacionais. É mais um título para o meu clube.»

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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