Portugueses com maus hábitos alimentares e pouco exercício físico

Ao longo de um ano, entre outubro de 2015 e setembro de 2016, um projeto liderado pela Universidade do Porto (UP) avaliou os hábitos alimentares de cerca de 6.500 pessoas, com idades compreendidas entre os três meses e os 84 anos, em Portugal. A conclusão final não é nada famosa…

 

As conclusões do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (IAN-AF) não deixam de colocar em xeque os hábitos alimentares da população portuguesa, mas também as políticas governativas em termos de Saúde dos últimos Governos, já que alguns números são realmente assustadores e devem ser atacados de imediato.

Um dos mais preocupantes dos maus hábitos alimentares dos portugueses é a ingestão de sódio acima do nível tolerado, que abrange o universo de 3,5 milhões de mulheres (65,5%) e 4,3 milhões de homens (85,9%). Presente em vários alimentos consumidos habitualmente pelos portugueses, como o pão e a sopa, é notória a necessidade urgente de atacar estes preocupantes valores referentes ao “sal”.

Mas há outros números de deficientes hábitos alimentares que merecem uma avaliação imediata por parte de todos, principalmente do Governo, que tem de atuar de forma a minimizar estes registos.

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  • ingestão de açúcares acima das recomendações mundiais (15% da população, 31% só nos adolescentes)
  • elevado consumo de carne vermelha (mais de 100 gramas por dia) por 34% da população
  • falta de consumo de frutas e produtos hortícolas de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • 17% da população (cerca de 1,5 milhões de pessoas) consome um refrigerante ou néctar por dia, principalmente os adolescentes (40,6%)
  • o consumo elevado de álcool, tanto nas camadas jovens como nos idosos

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  • apenas em 27% da população os indivíduos com mais de 15 anos foram considerados fisicamente ativos (prática de uma hora ou mais de atividades moderadas por dia ou 30 minutos de atividade intensa). 
  • regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve associadas a um maior grau de sedentarismo
  • apenas 41,4% das mulheres grávidas fez suplementação com ácido fólico antes de engravidar
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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