Maratona: 100 gramas a mais nas sapatilhas prejudica o rendimento

Segundo um estudo da Universidade do Colorado, em Boulder, Estados Unidos, um aumento de peso de apenas 100 gramas é suficiente para prejudicar o rendimento de um atleta na Maratona ou em provas de fundo e meio-fundo.

 

O estudo revelou que um peso a mais de 100 gramas é suficiente para fazer com que um atleta corra cerca de um minuto mais lento do que o habitual. A Universidade do Colorado chegou a sua conclusão após 18 fundistas profissionais terem sido submetidos, durante três semanas, a corridas de 3000 metros na esteira. Todos utilizaram três pares de sapatilhas: um par com o seu peso normal, outro com 100 gramas e o último com 300 gramas.

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Após a medição do consumo de oxigénio e produção de dióxido de carbono, tendo como objetivo o conhecimento da quantidade de energia dispensada em cada corrida, os resultados revelaram que os “custos de energia” dos participantes aumentaram cerca e 1% a cada 100 gramas de peso das sapatilhas, baixando deste modo o rendimento dos atletas. O estudo conclui que os corredores de elite alcançarão provavelmente um melhor tempo na Maratona se utilizarem sapatilhas mais leves.

De salientar no entanto que o mesmo estudo ressalva que o peso da sapatilha não é suficiente para determinar o êxito do atleta, já que há outras caraterísticas a ter em conta no conjunto da elaboração das sapatilhas, como o amortecimento, por exemplo.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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