Gebrselassie despede-se do atletismo em casa e homenageia Abebe Bikila

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Uma das lendas do atletismo mundial, Haile Gebrselassie (18 de abril de 1973), considerado por muitos o melhor fundista da história do desporto (foi duas vezes campeão olímpico – Atlanta 1996 e Sidney 2000 – e quatro vezes campeão mundial dos 10 mil metros, além de detentor de 27 recordes do mundo, dos 3.000 metros à maratona), despediu-se novamente das corridas no último domingo. Em casa, na sua Etiópia, onde é considerado um Deus. Humilde, o corredor homenageou Abebe Bikila.

 

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Esta é a segunda “despedida” de Gebrselassie, já que, no último dia 10 de maio, o etíope disse na altura que correria a sua última prova nos 10 km de Manchester, embora não deixasse o Mundo da Corrida, um mundo onde é rei e senhor.

No entanto, o asfalto voltou a chamar e, no último domingo, em Addis Ababa, na capital do seu país, Gebrselassie foi um dos presentes na “Great Ethiopian Run”, uma das principais provas de África, que, este ano, teve a participação de cerca de 40 mil atletas, um prova criada há 15 anos exatamente por si.

Durante os 10 km, Gebrselassie correu descalço, homenageando deste modo o compatriota Abebe Bikila, que alcançou o recorde do mundo e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, na Maratona, correndo também descalço nas ruas de Roma.

Os vencedores da prova foram Mamitu Desta, com o tempo de 37m18 (recorde feminino da prova), e Tamirat Tola, com 28m44 (o melhor registo é de 28m37).

https://www.youtube.com/watch?v=oaa4ttopQgc

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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