Dulce Félix: «Os treinos da Maratona são muito desgastantes»

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Dulce Félix tem dois objetivos para este mês, aparentemente opostos: alcançar no Troféu Ibérico os mínimos para o Mundial de Pequim nos 10 mil metros, no próximo dia 11 de abril, e obter um bom resultado na Maratona de Londres, no dia 26 do mesmo mês. Impossível? Não para a única mulher em Portugal a vencer seis títulos nacionais consecutivos de Corta-mato.

 

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Dulce Félix garantiu que está confiante para os dois desafios que tem pela frente, o primeiro já no próximo dia 11. As notícias de que estava insatisfeita com o resultado da Meia-maratona de Lisboa não foram mais do que boatos.

«Estou motivadíssima, já que não corria tão rápido uma Meia-maratona há mais de três anos. A minha ideia era correr a um ritmo forte e confortável e foi isso que aconteceu. Se arriscasse um pouco mais, no final talvez pudesse retirar uns 30 segundos a marca que fiz (1h10m27), mas há dias e dias e nem sempre o corpo esta disponível para responder a cem por cento. Mas, uma semana antes, no Nacional de Corta-Mato, fiz história ao ser a única mulher em Portugal a vencer seis títulos consecutivos. Ou seja, não poderei estar hoje psicologicamente melhor.»

Dulce Félix disse ainda que não está a fazer menos provas na presente temporada. A atleta do Benfica ressalta que, se por algum motivo ocorreu a sua ausência em alguma competição, «é porque a minha treinadora assim entendeu», ressaltando no entanto que, «ao longo da época, temos de saber gerir muito bem as nossas forças, de conhecer os nossos principais objetivos».
Para preparar o Troféu Ibérico, mas também a Maratona de Londres, Dulce Féliz realizou um estágio em Mira, um local que, segundo a atleta, «tem todas as condições para correr sempre muito bem, com locais fantásticos para treinar e descansar».

Durante o período de “retiro”, Dulce Félix procurou «meter um maior volume de treino a nível de quilómetros», algo que não custou muito devido a geografia de Mira, «um local onde temos uma variedade de percursos de terra batida e ciclovia. Os treinos não saturam tanto deste modo». Rolamento sem ritmos, ritmos específicos a cumprir e treinos intervalados, duas vezes por semana, foram o dia a dia da benfiquista, sessões de trabalho essenciais para alcançar um bom resultado no Troféu Ibérico, cuja presença causou uma certa surpresa no meio.

dulce felix1«A minha ida ao Trofeu Ibérico não surgiu de um dia para o outro, é óbvio que já estava planeada há muito. Quando a minha treinadora Sameiro Araújo faz essa planificação, só tenho de acreditar a cem por cento no planeamento. Apenas me resta trabalhar e acreditar que alcançarei um bom resultado.»

Tanto no Troféu Ibérico como na Maratona de Londres, Dulce Félix parte plenamente confiante, caso contrário «não saia de casa para ir competir», garante. Em Huelva, o objetivo é alcançar o tempo que lhe garanta um lugar no Mundial de Pequim (31m59s); na capital da Inglaterra é melhorar a sua marca pessoal, por exemplo.

«Sinto-me bem nas duas provas, não é por acaso que sou campeã da Europa de 10 mil metros e tenha 2h25m40 na maratona», refere a benfiquista, que admite no entanto que os treinos da maratona custam mais a treinar «porque são muito mais desgastantes».

Na Maratona de Londres, Dulce Félix terá ao seu lado a «grande amiga» Sara Moreira. No entanto, quando começar a prova, a amizade ficará para depois da linha de meta.

«Numa competição todas nós queremos vencer. Eu e a Sara Moreira somos grandes amigas, mas, na competição, somos rivais e esse fator ajuda como estratégia para vencer a quem quer que seja.»

A benfiquista acredita que não só as africanas são as principais favoritas na Maratona de Londres, também as europeias e as norte-americanas «têm cartas a dar», assegura.

Questionada se preferia alcançar os mínimos para Pequim ou o pódio em Londres, Dulce Félix é realista e refere que um eventual pódio em Londres «é presença mais que garantida em Pequim».

A portuguesa confessou ainda aos CORREDORES ANÓNIMOS que a maratona está «cada vez mais» nos seus planos e será a distância rainha do atletismo a sua aposta para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

«O meu objetivo como maratonista é evoluir a nível de recorde pessoal, tentar correr a maratona o mais rápido possível. Esse será sempre o meu principal objetivo.»

Mas antes há os 10 mil metros, em Huelva, no Troféu Ibérico, no próximo dia 11, prova que vai definir o campeão de Portugal. Além de Dulce Félix, a Federação Portuguesa de Atletismo convidou os seguintes atletas:

Femininos
Sara Moreira (Sporting CP)
Sara Catarina Ribeiro (SL Benfica)
Ana Mafalda Ferreira (Sporting CP)
Daniela Cunha (UD Várzea)
Susana Godinho (SL Benfica)
Silvana Dias (SL Benfica)- Sub23
Catarina Gonçalves (UD Várzea)- Sub23

Masculinos
Daniel Pinheiro (Maia AC)
Hugo Almeida (CCSão João Madeira)
Rui Teixeira (Maia AC)
Ricardo Ribas (SL Benfica)
Hermano Ferreira (Sporting CP)
Pedro Ribeiro (Sporting CP)
Samuel Barata (SL Benfica) – Sub-23
André Pereira (SL Benfica) – Sub2-3
Jorge Moreira (SL Benfica) – Júnior

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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