Decathlon de França desiste de comercializar o véu islâmico

Devido a pressão social, a Decathlon de França desistiu de comercializar o seu polémico “hiyab”, ou seja, o véu islâmico utilizado pelas mulheres, mas direcionado para o Mundo do Desporto.

 

Após uma chuva de críticas nas redes sociais e a forte ameaça pública de boicote, a Decathlon resolveu voltar atrás e desistiu de comercializar o véu islâmico, algo que acontece, por exemplo, em Marrocos.

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O polémico véu islâmico da Decathlon
O polémico véu islâmico da Decathlon

Mal anunciou que iria vender o “hiyab” em solo gaulês, «um produto destinado a prática desportiva, com tecido transpirável e reflexivo», uma onda de reclamações invadiu as páginas das redes sociais da cadeia desportiva, mas também a opinião pública, inclusive a classe política, que mostrou toda a sua indignação, como foi o caso da porta-voz do partido governamental LREM, Aurore Bergé:

«O desporto emancipa, não se submete. Minha eleição como mulher e como cidadã será não voltar a confiar numa marca que rompe com os nossos valores», escreveu na sua conta do Twitter. 

Decathlon emite comunicado e cancela vendas do véu islâmico

A contestação foi tão grande (inclusive, alguns dos seus empregados foram fisicamente ameaçados) que a Decathlon revelou poucas horas depois do seu polémico anúncio que já não venderia o “hiyab” nas suas lojas de França, emitindo um comunicado nas redes sociais.

O comunicado da Decathlon
O comunicado da Decathlon
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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