Comité Internacional com «tolerância zero» para supostos atletas olímpicos apanhados no doping

 

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Após a “bomba atómica” lançada pela televisão alemã ARD e o jornal britânico Sunday Times, que revelaram que um terço das medalhas das provas de resistência nos Mundiais de Atletismo e nos Jogos Olímpicos entre 2001 e 2012 foram ganhas por atletas supostamente “dopados”, o presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, garantiu que haverá «tolerância zero» caso as suspeitas sejam comprovadas.

 

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«Se houver casos envolvendo resultados nos Jogos Olímpicos, o COI vai agir com a sua política habitual, ou seja, de tolerância zero», afirmou Bach em conferência de imprensa realizada em Kuala Lumpur durante a 128.ª sessão da entidade. «Mas, neste momento, não temos mais do que alegações e temos de respeitar a presunção de inocência dos atletas.»

O dirigente olímpico disse que o COI aguarda pacientemente pela investigação da Agência Mundial Antidoping (AMA) e só depois tomará uma decisão. No entanto, Bach defendeu que as supostas alegações de doping no atletismo mundial não são da responsabilidade da sua entidade «ou com o presidente do COI.»

Refira-se que a AMA mostrou estar «muito alarmada» com as informações reveladas pela televisão alemã ARD e o jornal britânico Sunday Times. Segundo os dois órgãos, e tendo como uma base de dados de 12 mil testes de sangue da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), de um total de 5.000 atletas, 800 apresentavam valores «suspeitos ou altamente suspeitos» da utilização de doping, principalmente russos e quenianos.

No total, entre 146 medalhados mundiais ou olímpicos (dos 800 metros à maratona), um terço dos atletas apresentaram valores suspeitos, resultados que poderão colocar em xeque o atletismo mundial, um pouco à semelhança do ciclismo nos últimos tempos, uma modalidade que procura constantemente “limpar a sua imagem” perante a opinião pública devido aos inúmeros casos de doping conhecidos.

 

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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