Claire Lomas corre 16 km em 24 horas com o auxílio de um exosqueleto

Um dos grandes momentos de superação do fim-de-semana foi protagonizado por Claire Lomas, que terminou a Great South Run, prova de 16 km em Portsmouth, Inglaterra, em 24 horas. A britânica utilizou um exosqueleto, estrutura criada para auxiliar a locomoção de pessoas paraplégicas ou com outras dificuldades de mobilidade.

 

Impedida de andar após uma , Claire Lomas é, 10 anos depois do seu acidente, a primeira mulher a correr uma prova de 16 km com um exosqueleto. Nesta década de luta, a britânica já arrecadou mais de 645 mil euros em iniciativas de caridade. Na Great South Run, por exemplo, Lomas conseguiu arrecadar cerca de 12 mil euros para a Nicholls Spinal Injury Foundation (NSIF).

Agendada para sábado, a Great South Run de Portsmouth foi realizada no domingo devido a tempestade Brian. A prova foi realizada de manhã, terminando ao início da tarde para grande parte dos inscritos, cerca de 20 mil. Mas não para Lomas, de 37 anos, que criou o desafio #10in24, ou seja, fazer 10 milhas em 24 horas. De referir que, até então, o máximo que havia caminhado em um dia tinha sido 6 milhas (9 km).

 

Claire Lomas recebeu sempre um forte apoio durante o seu desafio
Claire Lomas recebeu sempre um forte apoio durante o seu desafio

 

«Consegui! Recebi um apoio incrível durante toda a prova. As pessoas apareceram com chávenas de chá durante a noite… Foi algo bastante difícil. Procurei principalmente não pensar na distância. Mas foi mais rápido do que estava a pensar, apenas continuei a avançar», afirmou Lomas para os órgãos ingleses.

Desafio de Claire Lomas é um exemplo para milhões de pessoas

O feito da britânica é enorme e serve de incentivo para milhões de pessoas, ainda mais quando alcançado em situações climatéricas complicadas, com chuva e vento. Após cortar a meta, Lomas tinha à sua espera as suas duas filhas, Maisie, de cinco anos, e Chloe, de apenas nove meses.

 

«Estou cansada, mas ainda ouço o som do exosqueleto. Apenas espero ter uma boa noite de sono (…) Quando recordo os dois primeiros anos após o meu acidente, gostaria de ter tido alguém a revelar o que o futuro me reservava. Naquela época, tudo era tão sombrio… Eu obriguei-me a ter pequenas oportunidades e isso levou-me a coisas maiores. Foram necessários muitos pequenos passos para chegar até aqui.»

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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