Cego correrá a Maratona de Nova Iorque sem guia

O inglês Simon Wheatcroft, de 35 anos, poderá ser no domingo o primeiro cego sem guia a concluir a Maratona de Nova Iorque. Tudo devido às novas tecnologias.

 

Wheatcroft utilizará um revolucionário dispositivo de navegação que permite guiar pessoas para um determinado destino através de vibrações em vez do tradicional áudio. Nos últimos sete anos, e depois de perder a visão na adolescência devido a uma doença degenerativa, o britânico tem participado em inúmeras experiências tendo em vista a locomoção independente, sem o auxílio de terceiros.

Após participar por duas vezes na Maratona de Nova Iorque acompanhado de amigos, Wheatcroft correrá no domingo sozinho.

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«Este será o meu maior desafio e a corrida mais significativa que realizei até hoje. A tecnologia permitiu o impossível e pretendo continuar a utilizá-la para ultrapassar os limites do que sou capaz de alcançar. É através da tecnologia que podemos ganhar uma maior independência», afirmou ao jornal britânico Mirror.

Revolucionário aparelho deverá custar ao redor de 260 euros

Segundo Wheatcroft, o objetivo desta experiência é fazer com que as pessoas cegas utilizem o dispositivo no seu dia-a-dia, já que o dispositivo apresenta um nível de precisão «extraordinário e inacreditável», o que permite aos cegos encarar o Mundo de outro modo.

O preço do aparelho, ainda a ser testado, rondará os 260 euros.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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