Carlos Sá: «Fazer mais um UTMB só para terminar já não era suficientemente motivante para mim»

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Carlos Sá desistiu do Ultra Trail du Mont Blanc, apesar de ter estado no Top 15 da prova durante um longo período. Frontal, o atleta português referiu que abandonou a prova por ter concluído que não iria conseguir melhorar as suas prestações do passado.

 

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«Depois de já ter feito um 4.°,5.° e 8.° lugares decidi desde o início tentar melhorar a minha melhor marca e tentar correr no limite. Fazer mais um UTMB só para terminar já não era suficientemente motivante para mim», escreveu Carlos Sá na sua página do Facebook, referindo ainda que regressou ao seu condicionamento pleno há mês e meio.

Carlos Sá admite que investiu «muito tempo na preparação do UTMB» e que por isso estava «motivado e confiante». No entanto, «desde a primeira hora», o seu corpo não correspondeu, apesar de ter estado sempre concentrado a hidratar e a alimentar.

O português refere também que o tempo estava muito quente e que a prova apresentou um ritmo muito rápido, embora não tenha sido esse o problema para o seu abandono, mas a comida, «que custava a entrar».

«As pernas estavam fortes mas, sem entrada de energia, só consegui ir até aos 100 km.»

Carlos Sá refere inclusive que perdeu a visão e ficou completamente tonto na última descida, antes de encontrar o apoio da família e amigos.

«São situações que acontecem quando se corre no limite e infelizmente a prova deste ano pregou estas partidas à grande maioria dos candidatos.»

Embora ainda seja cedo, Carlos Sá admite que esta poderá ter sido a sua última participação na UTMB.

«Agora terei de fazer uma reflexão para ver se volto a esta prova», escreveu.

Um dos mais experientes atletas de Portugal em provas de Ultra Trail, Calos Sá fez questão de deixar o seu apoio aos atletas que desistiram como ele.

«Uma palavra para todos que foram forçados a desistir. Está é apenas uma etapa que pode servir de aprendizagem para muitas outras que terão sucesso.»

Ao mesmo tempo, deu os «muitos parabéns» a todos os que alcançaram os seus objetivos.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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