Carlos Sá alcança pior classificação de sempre; portuguesa Carla André e brasileiro Frederico Werneck surpreendem

marathon des sables dia 10

Um dos favoritos ao título, o português Carlos Sá terminou a Marathon des Sables na 83.ª posição, numa prova ganha pelo marroquino Rachid El Morabity, que venceu as cinco etapas da prova, assim como a sueca Elisabet Barnes. O melhor não africano foi o espanhol José Manuel Martínez. Nota ainda para a surpreendente Carla André e o brasileiro Frederico Werneck, que conseguiram surpreender na principal etapa da prova, os 92,1 km.

 

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Nas três primeiras etapas Carlos Sá manteve-se no Top 15, numa estratégia de resguardo para a quarta etapa, a maior de sempre na história da prova, 92,1 km. No entanto, o português não conseguiu aguentar o ritmo dos primeiros e alcançou um resultado que acabou por retirar qualquer hipótese de título, 16h05m52, mais 7h27m03 que El Morabity. Sá não se intimidou com o resultado e, após um dia de recuperação, alinhou como qualquer outro corredor do pelotão esta sexta-feira para terminar a prova, o que demonstra o seu verdadeiro espírito de trail, colocando o resultado desportivo para segundo plano.

Espírito de trail que demonstrou a gestora bancária Carla André, a melhor portuguesa em prova, alcançando o 305.º da geral, 23.ª do escalão feminino. Um resultado realmente impressionante para uma corredora amadora, que conseguiu a proeza, por exemplo, de chegar à frente de Carlos Sá na quarta etapa, a tal dos 92,1 km: 15h52m56. No Facebook já foi criado inclusive uma página para receber a portuguesa. No feminino, a melhor foi a sueca Elisabet Barnes, que também venceu as cinco etapas da prova, assim como El Morabity. A nórdica registou o tempo de 26h42m13.

De referir ainda que, dos sete portugueses em prova, seis terminaram. Apenas José Ramos Morgado não conseguiu terminar a prova

Nota também para o brasileiro Frederico Werneck, 235.º da geral, com o tempo de 36h49m34 para completar os cerca de 250 kms da Marathons des Sables, uma prova que teve um único vencedor na primeira, segunda, terceira, quarta e quinta etapa, esta sexta-feira, o marroquino Rachid El Morabity, que terminou a prova com impressionantes 20h21m39, menos 13m44 que o segundo classificado, o compatriota Abdelkader El Mouaziz (vencedor da Maratona de Nova Iorque em 2000). No terceiro lugar ficou outro…. marroquino, Maziz El Akad (com mais 45m18).

O melhor não africano, título que Carlos Sá já sustentou por duas vezes em cinco edições contando com este ano, foi o espanhol Jose Manuel Martínez, sexto da geral com 21h54m41, mais 1h33m02 que o fenómeno El Morabity.

No sábado decorre a Charity Unicef, de 12 km, que já não conta para as contas finais.

 

Classificação geral

1 EL MORABITY Rachid H MAR MAROC TGCC 20H21’39”
2 EL MOUAZIZ Abdelkader H MAR MAROC TGCC 20H35’23”/ 0H13’44”
3 EL AKAD Aziz H MAR MAROC TGCC 21H06’57”/ 0H45’18”
4 AKHDAR Samir H MAR ARAMEX UVU 21H41’13”/ 1H19’34”
5 AL AQRA Salameh H JOR ARAMEX UVU 21H46’26”/ 1H24’47”
6 MARTÍNEZ José Manuel H ESP 21H54’41”/ 1H33’02”
7 LE SAUX Christophe H FRA WAA TEAM 22H42’01”/ 2H20’22”
8 KENDALL Danny H GBR 22H53’11”/ 2H31’32”
9 GUILLON Antoine H FRA WAA TEAM 22H58’56”/ 2H37’17”
10  DE MARTIN Marco H SUI 23H01’23”/ 2H39’44”

20 BARNES Elisabet F SWE 26H42’13”/ 6H20’34”

47 WATSON Anna-Marie F GBR 29H40’19”/ 9H18’40”

50 SEDYKH Natalia F RUS 29H54’39”/ 9H33’00”

83 GOMES DE SÁ Carlos H POR 31H06’21”/ 10H44’42”

235  WERNECK Frederico H BRA 36H49’34”/ 16H27’55”

305 ANDRE Carla F POR COMPRESSPORT TEAM 38H52’24”/ 18H30’45”

425 GONCALVES Ana F POR 41H49’59”/ 21H28’20”

731 DA COSTA PEREIRA Antonio H POR 51H11’07”/ 30H49’28”

 

* Os resultados finais de Sut Sam Fong e Joaquim Pereira ainda não foram revelados, embora ambos já tenham terminado a última etapa da prova

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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