Britânico pára de correr após 52 anos… ininterruptos

Ron Hill

Ex-campeão da Europa (1969) e dos Jogos da Commonwealth (1970), vencedor da Maratona de Boston em 1970 (o primeiro atleta da Grã-Bretanha a alcançar tal feito) e com três participações olímpicas (entre 1964 e 1972), o britânico Ron Hill, de 78 anos, falhou o seu treino de terça-feira, algo que nunca aconteceu nos últimos 52… anos (19032 dias). Tudo devido a uma dor no coração…

 

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«O maior corredor do Mundo colocou um ponto final na sua série. Devido a um problema de saúde, Ron decidiu tirar um dia de folga», lê-se na página de Facebook de Ron Hill, que começou a sua aventura nas estradas a 20 de dezembro de 1964. Desde então, concretamente «52 anos e 39 dias», Hill correu pelo menos 1600 metros todos os dias.

Responsável pela roupa desportiva Ronhill, fruto dos seus conhecimentos químicos na área têxtil e da sua experiência como atleta, o britânico tem no curriculum mais de uma centena de maratonas. Hill revelou que decidiu não correr na terça-feira depois de uma forte dor no coração.

«Não havia outra solução do que parar. Pensei que iria morrer. Não tinha mais remédio do que parar. Devia isso a minha mulher, a minha família, aos meus amigos e a mim próprio», afirmou Hill a Streak Runners International, entidade que contabiliza oficialmente estes desafios de corridas consecutivas. «Depois dos 400 metros o meu coração começou a doer e, nos 800 metros, o problema piorou. Mas consegui alcançar a milha em 16m34.»

«Ele é um herói para mim. Acredito que é uma das figuras mais importantes na evolução da corrida», confessou Jon Sutherland, de 66 anos, atleta que corre consecutivamente desde… 1969 ( 47 anos e oito meses).

Ron Hill

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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