Brasileira Fernanda Maciel estabelece novo recorde de ascensão e descida do Kilimanjaro

Fernanda Maciel, a principal ultramaratonista do Brasil, estabeleceu um novo recorde feminino da ascensão e descida do Kilimanjaro, a montanha mais alta de África, com os seus 5.895 metros.

 

A brasileira subiu o Kilimanjaro em 7h08, terminando o seu desafio em 10h06. Fernanda Maciel utilizou a rota Tanzânia, desde la zona de Umbwe até o topo, regressando até a zona de Mweka. A brasileira retirou ao anterior registo mais de 2h52, um registo que estava na posse de Anne-Marie Flammersfeld.

A ultramaratonista já comentou o seu feito, referindo estar muito feliz com o recorde, já que sonhava com essa ascensão há três anos. «Consegui e com outro recorde mundial, depois do Aconcágua», destacou a atleta da The North Face.

Fernanda Maciel revelou ainda que, dois dias antes de subir ao topo do Kilimanjaro, e durante os treinos a 5200 metros, ocorreu uma avalanche, «algo realmente aterrador», admitiu. No entanto, tudo foi esquecido após ter alcançado o recorde mundial.

«Foi um dia incrível, algo mágico. Correr em alta montanha é um estilo de exploração diferente, una experiência incrível. Espero que o meu exemplo anime cada vez mulheres a fazer o mesmo.»

Fernanda Maciel e o seu projeto White Flow

Após o Aconcágua, em 2016, e agora o Kilimanjaro, Fernanda Maciel revelou que continuará a investir grande parte da sua preparação no projeto WHITE FLOW.

«Nasci no Brasil. Um país pobre que morei e vi de perto como existem pessoas pobres e que necessitam de ajuda. Meus pais me ensinaram a praticar a virtude “compaixão” desde pequena. Há três anos prometi fazer algo pela solidariedade e paz depois de terminar um programa de Resolução de Conflito com políticos de Israel e Palestina. Assim, pensei em criar um projecto pessoal, o WHITE FLOW. Os projetos WHITE FLOW possuem sempre um “desafio de correr” e uma mensagem de “paz, solidariedade ou sustentabilidade“», escreveu a brasileira no seu site.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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