Bolt alcança o seu “tritri”, deixa os mortais e aproxima-se dos Deuses

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Usain Bolt já tinha escrito o seu nome na História dos Jogos Olímpicos. Mas, na madrugada de sábado em Portugal, faz parte por direito próprio das Lendas do Desporto de sempre, ultrapassando de vez o Humano (na Grécia antiga, os campeões olímpicos eram considerados Semi-Deuses). Depois de ter conquistado o “triolímpico” nos 100 e 200 metros (vitórias em Pequim2008, Londres2012 e Rio2016), repetiu o feito nos 4×100 metros. Três Jogos Olímpicos seguidos, nove medalhas olímpicas.

 

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É verdade que Phelps é um dos atletas dos Jogos do Rio (cinco medalhas, quatro de ouro e uma de prata. No seu historial olímpico, 28 medalhas, 23 de ouro, três de prata e duas de bronze), que terminam no domingo. Mas também Bolt, que apenas não assume o lugar de principal destaque por ter falhado o recorde do Mundo nos 200 metros, talvez o seu principal objetivo (leia aqui). Com o triunfo,  Usain Bolt igualou o finlandês Paavo Nurmi e o norte-americano Carl Lewis como os mais medalhados da história do atletismo em Jogos Olímpicos.

Nos 4×100 metros, ao lado de Asafa Powell, Yohan Blake e Nickel Ashmeade, o jamaicano deixa um legado realmente avassalador: três medalhas de ouro, nos 100 (leia aqui) e 200 metros e da estafeta mais rápida do calendário olímpico. Em três vezes consecutivas, concretamente em Pequim2008, Londres2012 e Rio2016… Ou seja, um “tritri” que dificilmente será suplantado nas próximas gerações (e se algum dia for superado…).

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Na final, com um Estádio Olímpico em êxtase, a Jamaica conquistou a medalha de ouro com o tempo de 37s27, muito devido a Bolt, que teve de se aplicar para que o seu país ficasse no lugar mais alto do pódio. Atrás ficaram o surpreendente Japão (Ryota Yamagata, Shota Iizuka, Yoshihide Kiryu e Aska Cambridge) e o Canadá (Akeem Haynes, Aaron Brown, Brendon Rodney e Andre de Grasse, medalha de bronze nos 100 metros), com os registos de 37s60 e 37s64, respetivamente.

«Hoje estou aliviado. Aconteceu! Estou muito feliz, orgulhoso de mim. A pressão é real mas tornou-se realidade! Vejo itso como uma conquista. Hoje vou ficar acordado até tarde, vou divertir-me», afirmou Bolt. «Quando comecei, nunca imaginei o que está a acontecer hoje. Qeria dizer também que os meus companheiros estiveram bem hoje. Assim que fizemos a primeira transmissão do bastão, não tinha dúvidas do triunfo.»

De referir que os norte-americanos (Estados Unidos (Mike Rodgers, Justin Gatlin, Tyson Gay e Trayvon Bromell) terminaram em terceiro, com o tempo de 37s62, mas uma falha na transmissão do testemunho do primeiro para o segundo percurso, entre Mike Rodgers e Justin Gatlin (medalha de prata nos 100 metros) acarretou a desclassificação da estafeta dos Estados Unidos.

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Por último, refira-se que a medalha de ouro nos 4×100 metros de Pequim2008 está sob ameaça, já que Nesta Carter teve um controlo positivo posterior aos Jogos Olímpicos, o que poderá retirar o triunfo do conjunto jamaicano, reduzindo deste modo a lenda de Bolt.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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