Bekele pretende superar o recorde do Mundo na Maratona de Londres

Kenenisa Bekele, de 34 anos e detentor do segundo melhor tempo de sempre na distância de 42,195 km, espera alcançar o recorde mundial da Maratona na edição deste ano da prova em Londres, agendada para o dia 23 de abril. O etíope é uma das estrelas da competição, como revelou a organização.

 

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Apenas seis segundos separaram Bekele da glória mundial na passada Maratona de Berlim, em setembro de 2016, quando o etíope correu a distância em 2h03m03 (o recorde do mundo, de 2h02m57, está na posse do queniano Dennis Kimetto desde 2014, curiosamente – ou talvez não… – alcançado também em Berlim).

Uma prova do erro cometido pela federação de atletismo do seu país, que inexplicavelmente prescindiu de Bekele na sua equipa (o que facilitou em muito o “trabalho” do queniano Eliud Kipchoge, vencedor da prova olímpica, com o tempo de 2h08m44).

Como principal rival, Bekele terá de derrotar o queniano Stanley Biwott (segundo em 2014 e 2016 e vencedor da Maratona de Nova Iorque em 2015. O seu melhor tempo é de 2h03m51).

«Londres é a Maratona mais importante do mundo e ficaria encantado em conquistar o triunfo. A vitória em Londres significa muito para qualquer atleta. Depois do terceiro lugar em 2016, sei o que tenho de fazer para ganhar», afirmou Bekele segundo os organizadores.

O grande ausente é Kipchoge, detentor do recorde da Maratona de Londres, com 2h03m05, tempo alcançado no ano passado (também venceu em 2015, com 2h04m42).

No total, a Maratona de Londres terá sete homens com um tempo inferior a 2h06, dois campeões do Mundo na distância (o queniano Abel Kirui e Ghirmay Ghebreslassie, da Eritreia, o mais jovem campeão do mundo, em 2015, com apenas 19 anos), três dos cinco primeiros dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e os vencedores das maratonas de Tóquio, Berlim, Chicago e Nova Iorque no ano passado.

ELITE DA MARATONA DE LONDRES (melhor tempo pessoal)

Kenenisa Bekele (ETH), 2:03:03
Stanley Biwott (KEN), 2:03:51
Tesfaye Abera (ETH), 2:04:24
Feyisa Lilesa (ETH), 2:04:52
Abel Kirui (KEN), 2:05:04
Daniel Wanjiru (KEN), 2:05:21
Tilahun Regassa (ETH), 2:05:27
Abraham Tadesse (SUI), 2:06:40
Ghirmay Ghebreslassie (ERI), 2:07:46
Amanuel Mesel (ERI), 2:08:17
Asefa Mengstu (ETH), 2:08:41
Oleksandr Sitkovsky (UKR), 2:09:11
Alphonce Felix Simbu (TAN), 2:09:19
Javier Guerra (ESP), 2:09:33
Ghebre Kibrom (ERI), 2:09:36
Vitaliy Shafar (UKR), 2:09:53
Michael Shelley (AUS), 2:11:15
Chris Thompson (GBR), 2:11:19
Bayron Piedra (ECU), 2:14:12
Kevin Seaward (IRL), 2:14:52
Mick Clohisey (IRL), 2:15:11
Matt Bond (GBR), 2:15:32
Robbie Simpson (GBR), 2:15:38
Ian Kimpton (GBR), 2:15:55
Matthew Hynes (GBR), 2:16:00
Bouabdellah Tahri (FRA), 2:16:28
Andrew Davies (GBR), 2:16:55
Tom Anderson (GBR), 2:19:52
Jesús Arturo Esparza (MEX), 2:23:04
Bedan Karoki Muchiri (KEN), Estreia

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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