«Bekele é caótico; Kipchoge cuida de cada detalhe»

Desiludido pela performance de Kenenisa Bekele (2h03m03 em 2016) na Maratona de Amesterdão no passado domingo, o empresário do atleta, Jos Hermens, o comparou com outra da sua estrela, o recordista do Mundo da distância, Eliud Kipchoge (2h01m39 este ano). Enquanto o segundo é perfeccionista, Bekele é… «caótico».

 

«Bekele tem tanto talento como Kipchoge, mas enquanto Eliud se prepara durante seis meses antes de correr uma maratona, Kenenisa prepara a prova em sete semanas. Ou seja, não pode alcançar os seus objetivos. Estava à espera do que aconteceu em Amesterdão… É no quilómetro 30 que realmente começa uma Maratona», afirmou Jos Hermens ao site holandês Hardloopnieuws.nl.

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O empresário garantiu também que Bekele «é uma bom rapaz», mas acredita que ele sofre de «algum tipo de dislexia, de incapacidade para a organização (…) É como uma criança que se comporta mal, mas tem 36 anos e deve assumir as suas responsabilidades (…) Eliud está sempre a descansar na sua cama, enquanto Bekele está sempre a dar voltas com o seu carro. É caótico em todas as áreas da sua vida».

Bekele tem de ir além das palavras, defende empresário

Hermens aproveitou ainda a ocasião para elogiar a preparação do queniano, salientando que é o primeiro africano «que planifica tudo ao estilo europeu. Cuida de todos os detalhes, como as sapatilhas, a bebida… De Bekele, pelo contrário, não ouvirás nada».

O empresário de Bekele e Kipchoge revelou ainda que o primeiro pretende disputar os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, «mas as palavras não são suficientes. É preciso mais…»+

Veja aqui o momento da desistência de Bekele na Maratona de Amesterdão.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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