Bekele sofre queda e falha recorde do Mundo da Maratona

O etíope Kenenisa Bekele falhou o recorde do Mundo da Maratona (2h02m57) em Dubai após sofrer uma queda nos quilómetros iniciais da prova. O triunfo foi para o compatriota Tamirat Tola. No feminino, a vencedora foi a estreante Worknesh Degefa, também da Etiópia, que conquistou os seis lugares do pódio no masculino e no feminino. Ambos ganharam cerca de 188 mil euros.

 

A expetativa era alta para a Maratona do Dubai, já que o seu percurso, plano e com poucas curvas, é propício para bons registos. Bekele já tinha dito que pretendia alcançar o recorde do Mundo nesta competição, o que não aconteceu no ano passado por… seis segundos (2h03m03, a segunda melhor marca da História).

 

No entanto, Bekele tropeçou num adversário nos momentos iniciais e foi para o chão. O etíope continuou, mas a verdade é que a queda deixou mazelas e já no km 15 não conseguiu acompanhar o ritmo infernal do pelotão formado por nove atletas (a distância chegou a ser de 1m10), abandonando de vez ao quilómetro 23, pois alcançar o recorde do Mundo e a vitória era uma ilusão. Desiludido, e tendo como meta a Maratona de Londres, no próximo dia 23 de abril, Bekele preferiu se poupar.

De referir que a primeira parte da prova foi de loucos, já que a organização pretendia cruzar a Meia-maratona com o tempo de 61m30. Com lebres para ajudar os corredores, o ritmo foi infernal, como demonstra os 10 km iniciais (31 segundos de vantagem sobre o record do mundo): os primeiros cinco em 14m20, os segundos em 14m33 (um km chegou a ser corrido a 2m47).

O ritmo de recorde do Mundo foi mantido até o km 30, quando Conselsus Kipruto “desistiu” e Tola, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio nos 10 mil metros, baixou o ritmo, correndo o suficiente no entanto para registar o melhor tempo da prova, 2h04m11. Atrás ficaram os compatriotas Wasihun Lakew (2h06m46) e Lemma Kasaye (2h08m04).

No feminino, as expetativas eram mais baixas. A surpresa veio com Worknesh Degefa, que fez a sua estreia na distância, alcançando de imediato um resultado de sonho, 2h22m36, pelo menos em termos financeiros. Atrás ficaram as compatriotas etíopes Shure Demise (2h22m57) e Yebrgual Melese (2h23m13).

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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