Atletismo português de luto com a morte do fundista Anacleto Pinto

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No sábado morreu o fundista Anacleto Pinto, de 67 anos, um dos nomes de sempre do atletismo nacional, o mais jovem campeão nacional de corta-mato, o primeiro atleta nacional a correr em menos de 30 minutos os 10 mil metros e um maratonista de eleição.

 

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O atletismo português alcançou um novo patamar com Anacleto Pinto, natural de Viseu, considerado um dos melhores maratonistas da história de Portugal, que marcou presença em dois Jogos Olímpicos, em Montreal 1976 (22.º classificado com 2h18m53) e em Moscovo 1980 (16.º classificado, com 2h17m04).

anacletoO nome de Anacleto Pereira Pinto começou a ser escrito aos 18 anos, quando ganhou de forma surpreendente o campeonato nacional de corta-mato, sendo ainda hoje o mais jovem feito a alcançar o título. Sustentou na sua carreira dois recordes nacionais, por duas vezes nos 10 mil metros e uma na maratona. Foi ainda campeão de Portugal em corta-mato (1966), nos 5.000 metros (1966, 1976 e 1977) e na maratona (1976 e 1978). Participou também em cinco edições da São Silvestre de São Paulo (Brasil).

Representou, segundo o site Endurance, o Clube Académico de Futebol, Sporting Clube de Luanda e Benfica.

«Tive sorte. Todos os anos fui melhorando as minhas marcas pessoais e quando comecei a perceber que não era tão mau como me pintavam, comecei a acreditar que podia chegar mais longe. Foi quando venci Anacleto Pinto [carismático atleta do Benfica] que soube que mais tarde seria o melhor», afirmou um dia Carlos Lopes ao site Mais Futebol.

O ex-atleta olímpico estava internado nos cuidados paliativos do Hospital de Tondela e morreu de doença prolongada.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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