Atletas começam prova no meio do percurso (veja o vídeo)

Eldoret

Uma das competições mais tradicionais do Quénia, a 25.ª edição da ficou marcada pela confusão, com atletas a começarem a corrida no meio do percurso, o que revoltou os corredores que tiveram a “ousadia” de iniciar a prova… da linha de partida! Eldoret é o berço dos maiores corredores quenianos.

 

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A Meia-maratona de Eldoret é uma das provas mais emblemáticas do Quénia, já que é realizada na cidade que oferece ao país centenas de campeões mundiais e olímpicos. Por comemorar os 25 anos, os prémios monetários para os vencedores foram mais altos que o habitual (cerca de 1300 para o ganhador), mas também os participantes procuravam garantir a participação nas principais provas de Maratona deste início de época, como em Paris, Londres, Boston e Roterdão.

Também devido ao Jubileu de Prata, os organizadores aproveitaram para alterar o percurso da corrida, que foi disputada em circuito circular no centro da cidade com o intuito de chamar mais público.

O problema foi que houve atletas que, embora inscritos para correrem os 21 km, decidiram correr menos, não completando as voltas definidas para a prova, o que obrigou a organização a neutralizar a saída, uma decisão que não foi respeitada porém por todos os atletas. As fraudes continuaram e o caos se instalou por completo.

Um dos mais revoltados foi Nahashion Rokony, que garantiu que correu os 21 km sempre à frente e que deveria ser ele nomeado o campeão da prova, algo que não aconteceu.

«Eu corri os 21 km mas a organização disse que tinha de correr mais três quilómetros. Determinados membros da organização devem ter ajudado alguns atletas, que falsearam a corrida em prol desses corredores. Os resultados deveriam ter sido cancelados.»

Entretanto, os organizadores da Discovery Kenya Eldoret Half Marathon culpabilizaram as autoridades policiais pela confusão, que, por sinal, culpou a… organização!

O vencedor da prova foi Abeth Kangogo, com o tempo extra-oficial de 1h01m42 (atrás ficaram Moses Yator, com 1h01m44, e Patrick Kipng’eno, com 1h02m13).

na prova feminina, de 10 km e sem fraudes, a vencedora foi Edith Chelimo, com 33m26s09. A atleta foi perseguida por Jane Jelagat (33m26s1) e Pascalia Jepkorir (33m57s7)

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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