Armando Teixeira termina UTMB num honroso 19.ª lugar; Mauclair vence no feminino

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O português Armando Teixeira, da Salomon-Suunto Portugal, terminou brilhantemente o Ultra Trail du Mont Blan na 19.ª posição (2.° do escalão V1H), numa prova ganha pelo gaulês Xavier Thevenard (leia aqui sobre o seu triunfo). No feminino, o triunfo foi da francesa Nathalie Mauclair. Nota para a brasileira Manuela Vilaseca, décima da geral feminina (quinta do seu escalão).

 

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Armando Teixeira confirmou as enormes expetativas que levava consigo para o UTMB e, de forma brilhante, alcançou um honroso 19.º lugar, com o tempo de 25h08m49, mais 03h59m34 que Thevenard, que venceu pela segunda vez na sua carreira a distância mítica da prova, considerada a mais emblemática do Trail mundial.

Antes do português, na 18.ª posição, ficou o chinês Siu Keung Tsang, com o tempo de 24h56m25. Armando Teixeira ficou à frente do espanhol Jordi Gardella, vigésimo, com 25h41m52.

Recorde-se que Carlos Sá, outro nome grande da prova da Armada Portuguesa, abandonou a prova.

«Carlos Sá foi forçado a desistir em La Fouly devido a problemas físicos graves. Encontra-se bem e em repouso. Assim que possível escreverá umas palavras. Agradece desde já a todos o enorme apoio sentido desse lado», lê-se na sua página do Facebook.

«Horas sofridas, duras, muito duras. E horas magníficas. Emocionantes. Recompensadoras. Reforçam a vontade de continuar e fazer mais. Continuar a desfrutar. Foi um sonho realizado.
Obrigado ao meu treinador Paulo Pires, ao Pedro Trindade, que me apoia sempre, e à minha mulher, Ivone, que me apoia incondicionalmente. Obrigado aos meus patrocinadores e a todos aqueles que me seguiram e estiveram assim a cuidar de mim. Estar com amigos é o mais importante. Estivemos juntos!», afirmou Armando Teixeira após a prova.

Outro português a terminar foi Rui Pacheco, 58.º da classificação geral (39.º do seu escalão), com o tempo de 28h41m13 (07h31m58 do vencedor)

Entretanto, a gaulesa Nathalie Mauclair acabou de cruzar a meta de chagada, com o tempo de 25h15m33. A francesa dominou desde o início a prova e nenhuma concorrente conseguiu manter o seu ritmo. A surpresa da prova foi o abandono da favorita Nuria Picas, perto da meia noite, com “apenas” seis horas de prova.

Atrás da vencedora ficaram a espanhola Uxue Fraile Azpeitia (26h29m35, mais 01h14n) e a suíça Denise Zimmermann (27h33m51, mais 02h18m18). A primeira atleta a falar português que terminou os 160 km foi a brasileira Manuela Vilaseca, décima, com o tempo de 30h19m21 (mais 05h03m48).

De referir que esta foi a primeira vitória de Mauclair no UTMB, que, assim, assegurou a dobradinha francesa na edição deste ano.

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No feminino, no Top 10, temos cinco atletas da Europa (França – duas corredoras -, Espanha – duas corredoras- e Suíça), quatro do continente americano (duas dos Estados Unidos, uma da Argentina e uma do Brasil) e uma da Oceania (Austrália).

No masculino, o domínio europeu no Top 10 ficou marcado com a presença de sete atletas (França, com quatro, Espanha, com dois, e Grã-Bretanha). O continente americano somou três (dois norte-americanos e um equatoriano).

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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