O ano de despedida do amador Yuki Kawauchi

No próximo ano, um dos acontecimentos do ano será a profissionalização do amador Yuki Kawauchi, japonês de 31 anos, vencedor este ano da Maratona de Boston. No seu último ano como amador, o nipónico correu 12 Maratonas e 16 Meias-maratonas. Mas também duas Ultramaratonas…

 

Como já é hábito, Kawauchi conseguiu, no seu ano de despedida como amador, manter a sua média de Maratonas por ano, uma por mês, algo impensável para os principais profissionais do Mundo da Corrida. Aliás, este será uma das incógnitas a seguir em 2019, como o nipónico vai gerir a sua carreria.

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O momento alto de 2018 de Kawauchi foi o triunfo na Maratona de Boston, com o tempo de 2h15m58, uma vitória que surpreendeu tudo e todos (defenderá o título em 2019). Todavia, nem tudo foram rosas, já que o próprio japonês lamentou alguns dos seus resultados, principalmente o que alcançou na Maratona de Veneza, quando correu a prova em 2h27m43, numa corrida marcada pelo dilúvio que caiu sobre a cidade. O seu melhor tempo do ano foi alcançado na Maratona de Hofu Yomiuri, em Yamaguchi, curiosamente a última Maratona que correu em 2018: 2h11m29. Em 12 provas, a sua média foi de 2h17m28.

Kawauchi correu até hoje 89 Maratonas

Mas Kawauchi correu ainda 16 Meias-maratonas (melhor tempo na cidade de Saitama, em Novembro, com 1h02m49, quando terminou na 14.ª posição), além de duas Ultramaratonas, em Maio (Yatsugatake Nobeyama Kogen 71 km, em Nagano, com o tempo de 4h41m55, primeiro colocado com o recorde do evento) e Junho (Okinoshima 50 km, 2h52m55, também primeiro). No total, só em provas oficiais, o japonês correu um total de 1060,99 km, um número realmente avassalador e espantoso, um caso único no Mundo da Corrida.

Desde que começou a correr, em 2019, Kawauchi, que começou e terminou 89 Maratonas (média de 2h13m59), apresenta os seguintes números:

27 vezes Sub-2h12

43 vezes Sub-2h13

51 vezes Sub-2h14

58 vezes Sub-2h15

68 vezes Sub-2h16

74 vezes Sub-2h17

78 vezes Sub-2h18

83 vezes Sub-2h19

84 vezes Sub-2h20

 

Os seus melhores resultados, por ano, são os seguintes:

2009 ➜ 3 Maratonas ➜ 2h17m33

2010 ➜ 2 Maratonas ➜ 2h12m36

2011 ➜ 5 Maratonas ➜ 2h08m37

2012 ➜ 9 Maratonas ➜ 2h10m29

2013 ➜ 11 Maratonas ➜ 2h08m14

2014 ➜ 13 Maratonas ➜ 2h09m36

2015 ➜ 13 Maratonas ➜ 2h12m13

2016 ➜ 9 Maratonas ➜ 2h09m01

2017 ➜ 12 Maratonas ➜ 2h09m18

2018 ➜ 12 Maratonas ➜ 2h11m29

 

A agenda “maratonista” de Kawauchi em 2018:

 

JANEIRO
1 – Marshfield New Year’s Day Marathon, Estados Unidos: 2h18m59 (primeiro colocado e recorde da prova)

 

FEVEREIRO
18 – Maratona Kitakyushu, Fukuoka: 2h11m46 (primeiro e recorde da prova)

 

MARÇO
18 – Maratona Wan Jin Shi, Taiwan: 2h14m12 (primeiro)

 

ABRIL
16 – Maratona de Boston, Estados Unidos: 2h15m58 (primeiro)

 

JUNHO
2 – Maratona de Estocolmo, Suécia: 2h22m57 (quarto)

 

JULHO
1 – Maratona da Gold Coast, Austrália: 2h14m51 (nono)

 

AGOSTO
26 – Maratona Internacional de Nova Caledónia: 2h18m18 (primeiro)

 

SETEMBRO
2 – Maratona Wakkanai Heiwa, Hokkaido: 2h24m55 (segundo)

 

OUTUBRO
7 – Maratona de Chicago, Estados Unidos: 2h16m26 (19.º colocado)
28 – Maratona de Veneza, Itália: 2h27m43 (sétimo)

 

DEZEMBRO
2 – Maratona Internacional de Fukuoka: 2h12m03 (10.º colocado)
16 – Maratona de Hofu Yomiuri, Yamaguchi: 2h11m29 (primeiro)

 

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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