Algarviana Ultra Trail promete surpreender corredores e público em geral

Desconhecido por muitas pessoas, o ALUT – Algarviana Ultra Trail, entre 30 de novembro e 3 de dezembro, vai permitir aos atletas, amigos, familiares e público em geral conhecer um Algarve diferente do habitual, inclusive com paisagens que recordam os… Açores.  As fotos de Pedro Monteiro ilustram os artigos.

 

10.º DIA: SILVES/MONCHIQUE (28,2 km)
Os mentores da Via Algarviana consideram esta etapa a mais complicada de todo o trajeto, principalmente depois de um dia anterior muito exigente. Até à Ribeira de Odelouca nada a assinalar, apenas muitas subidas e descidas. No entanto, depois… São cerca de três horas sempre a subir, subir até ao segundo ponto mais alto do Algarve, a Picota, com os seus 773 metros de altura. Evidentemente que tamanho esforço vale a pena, já que, lá em cima (não esquecer o casaco), a vista é simplesmente inesquecível: vê-se praticamente todo o Algarve (é engraçado descortinar as terras por onde já passámos). E a descida para Monchique também não é de se “deitar fora”, já que é feita no meio de um bosque muito fechado, onde os raios solares são fachos de luz no meio do verde.

Dados técnicos:
Extensão: 28,2km
Grau de Dificuldade: elevado
Duração (aproximada): 8 horas
Relevo: muito acidentado
Altitude máxima: 773 metros

 

Os Açores no Algarve?

 

11.º DIA: MONCHIQUE/MARMELETE (14,7 km)
Após a Picota, chega a vez de subirmos até ao ponto mais alto do Algarve, a Fóia (902 metros de altitude). O caminho também é para recordar, principalmente porque a vegetação escasseia e vemos numerosos afloramentos rochosos. Mas é mais à frente que vemos uma paisagem realmente fascinante, uma paisagem que lembra mais os Açores do que o Algarve. Num vale verde e em escada, vacas, cabras e ovelhas pastam tranquilamente, já que devem ser poucos os seres humanos que passam por aqui. Continuando a andar, passamos por um Parque Eólico onde é possível ver o Autódromo de Portimão, mas também o nosso destino final, o Cabo de São Vicente, e a Costa Vicentina. A etapa é marcada sem sombra de dúvidas pelas paisagens do dia.

Dados técnicos:
Extensão: 14,7 km
Grau de Dificuldade: baixo
Duração (aproximada): 4 horas
Relevo: médio acidentado
Altitude máxima: 902 metros

 

PASSATEMPO ALUT – Algarviana Ultra Trail

 

12.º DIA: MARMELETE/BENSAFRIM (30,0 km)
A etapa com mais asfalto percorrido, principalmente junto ao ribeiro da Vagarosa. E também uma das que possui mais apoio logístico (leia-se cafés, bares, restaurantes, etc). Atravessámos pela primeira vez uma vinha. Antes, ao longo dos dias, verificámos que os laranjais dominam a vida agrícola da Via Algarviana, o que reflete bem a importância da laranja na economia algarvia. O cansaço é grande e os 30 quilómetros de hoje não ajudam ao repouso, apesar de ontem ter sido um dia relativamente calmo. A etapa não é difícil em si, mas os muitos quilómetros carregados nas pernas acabam por dificultar a conclusão do percurso.

Dados técnicos:
Extensão: 30 km
Grau de Dificuldade: médio
Duração (aproximada): 7 horas
Relevo: médio acidentado
Altitude máxima: 400 metros

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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