Agência Antidoping condena «fracasso total» da política da Federação Internacional de Atletismo

A Agência Mundial Antidopagem (AMA) revelou as conclusões do relatório da criada Comissão Independente, considerando o ex-presidente da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF), Lamine Diack, o principal responsável pelos atos de corrupção e encobrimento de casos de doping no Atletismo.

 

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Presidida pelo antigo líder da AMA, Dick Pound, a comissão não foi novamente meiga nas palavras e nas conclusões, como já tinha acontecido aliás na primeira parte do relatório, quando despoletou a crise no desporto russo, que levou à suspensão da Rússia de todas as competições de atletismo (recorde-se que as investigações aconteceram devido ao documentário da cadeia de televisão ARD exibido em dezembro de 2014, “O doping: estritamente confidencial. Como a Rússia cria os seus campeões”. Posteriormente, a estação germânica exibiu “O doping: estritamente confidencial. As sombras do atletismo”, investigação que revelou a existência de atos de corrupção praticadas por vários países, entre os quais o Quénia).

Segundo o relatório, «existiu um colapso total das estruturas diretivas e uma absoluta falta de responsabilidade» por parte da IAAF, que rejeitou, por exemplo, confrontar a Rússia sobre os problemas de doping entre os seus atletas. A comissão defende que era impossível a entidade não estar inteirada da «dimensão do problema e da violação de regras».

Apesar das acusações, o relatório faz uma ressalva:

«Este é o tempo da IAAF fazer reformas», considerando que o atual presidente, Sebastian Coe, «é a pessoa certa para ajudar a entidade a recuperar a sua reputação e credibilidade».

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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