A corrida que emocionou o Rio de Janeiro e o Brasil

bielrocha

Na recente Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro, uma imagem marcou a prova: a chegada de Rodrigo Silva Rocha, de 36 anos, com o seu filho Gabriel (conhecido como “Biel”), de 13 anos, que sofre de paralisia cerebral. Um verdadeiro exemplo de superação.

 

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Rodrigo Rocha leva o seu filho para as provas desde 2013. No entanto, foi no Rio de Janeiro que ambos correram pela primeira vez uma maratona. Sempre apoiado durante a corrida, este atleta natural do Rio de Janeiro correu a mítica distância sempre a empurrar um triciclo adaptado.

No entanto, próximo da meta, Rodrigo Rocha fez questão de correr os últimos metros da prova agarrado ao seu filho, que assim também completou com os seus pés a Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro, um gesto que emocionou o público e os atletas que estavam a terminar a competição, que fizeram questão de aplaudir a atitude do pai.

«Depois de 42k, mt dor nas pernas por conta das subidas e emoção a todo momento, a prometida surpresa foi essa.
Biel terminou a Maratona com seus passos tortinhos. Ele é sim Maratonista, percorreu 42.195 metros e cruzou a linha de chegada andando. Pq isso?
Querendo entender quais as sensações do Biel nas corridas perguntei para uma nova amiga Cadeirante qual era a emoção, a sensação e ela me disse q no caso dela o q sentia falta era de tocar o chão com os pés e cruzar a linha de chegada andando.
@daniellenobile não sei se as palavras foram exatamente essas, mas assim interpretadas e guardei, dai surgiu essa nova ideia. A partir de agora todas as corridas longas Biel terminará andando!!!! Obrigado por me mostrar um possível caminho para lhe tornar mais feliz.
Tempo de corrida: 3:46 até 42.100 mts aproximadamente e 3:55 no portal», escreveu na sua conta do Instagram.

De referir que pai e filho pretendem disputar em abril de 2016 o Ultra Triathlon UB515 (10 km de natação, 421 km de ciclismo e 84,4 km de corrida), em Paraty, no Rio de Janeiro, entrando assim no Guiness Book.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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