Chinês pretende correr 24 mil km entre os Polos Norte e Sul em 300 dias

Bai Bin, de 48 anos, ultramaratonista chinês com mais de 17 anos de experiência na modalidade, revelou o seu próximo desafio: correr 24000 quilómetros entre os polos Norte e Sul. Em 300 dias, ou seja, uma média de 80 km por dia…

 

Entre as façanhas e o curriculum de Bin está o triunfo na Ultra Gobi, em 2016, uma das provas mais duras do mundo, já que a corrida atravessa o deserto da Ásia Central, num périplo de 400 km. Cinco anos antes, o ultramaratonnista correu, por exemplo, 10000 quilómetros em 150 dias…

Ou seja, os desafios fazem parte da vida de Bin, que, no entanto, admite que este novo desafio é o mais complicado da sua carreira, próxima de duas décadas.

A nova aventura do ultramaratonista chinês começará a 2 de março. No entanto, parte de Pequim para a estação chinesa Changcheng, na Antártida, a 25 de fevereiro, tendo como objetivo a adaptação ao clima da região.

Após adaptado, o chinês Bin correrá até o o outro lado do Mundo, o Polo Norte, através do continente americano, passando por 65 cidades e 13 países, concretamente Chile, Argentina, Perú, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, México, Estados Unidos e Canadá.

Bin: «Diariamente corro entre 70 e 80 km»

Na conferência de imprensa, Bin revelou que corre, diariamente, entre 70 e 80 quilómetros, precisamente o que pretende correr nesta nova, e impressionante, aventura.

«No fundo, espero que esta experiência faça com que mais pessoas corram e admirem este desporto», afirmou na conferência de imprensa.

O ultramaratonista Bai Bin revelou ainda que, durante os teóricos 300 dias (caso consiga terminar o seu desafio, ou seja, correr os tais 24 mil quilómetros), o seu corpo será alvo de relatórios de cinética mas também de trabalho psicológico tendo em vista o fornecimento de dados reais para a pesquisa sobre a corrida e a resistência dos seres humanos.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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