Conheça três exemplos de treinos para asfalto ou pista de atletismo

Belino Coelho, diretor técnico da Elite Assessoria Esportiva, do Brasil, responsável pelo treino e orientação de mais de 150 atletas, apresenta a segunda parte do artigo «Correr quando e em qual tipo de piso?» O nosso especialista defende a variação do tipo de piso na preparação, embora tendo em consideração a fase do treino que o corredor se encontra e o seu objetivo final.

 

Correr na terra, relva ou areia, além de minimizar as chances de lesões, aumenta o nível de força e resistência do atleta. No entanto, isso não o torna mais rápido, principalmente por o corredor não conseguir utilizar com eficiência a energia devolvida quando o impacto é realizado em pisos mais duros (por exemplo, o asfalto) ou menos duros (pistas de atletismo). De referir que essa energia devolvida após o impacto é chamada, no Mundo do treino, de “Energia Potencial Elástica”.

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Os treinos de velocidade ou de ritmo devem ser realizados no asfalto ou na pista de atletismo para que o atleta, além de aproveitar a de “Energia Potencial Elástica” (que o deixará mais rápido), tenha a sua estrutura muscular e óssea fortalecida em função do treino nesse tipo de piso.

Os “longões”, quando o atleta estiver na Preparação Específica do treino, devem ser realizados no asfalto ou na terra (ou mesclando os dois pisos). No entanto, a maior parte desses treinos devem ser realizados no asfalto ou num piso similar.

No Período de Recuperação, o melhor é correr em pisos de relva ou terra

Terminada a Preparação Específica e competitiva do treino, o corredor pode regressar aos pisos de terra ou relva, tendo em vista os treinos de recuperação.

Exemplos de treinos para asfalto ou pista (para um atleta que corre 5 km em 15 minutos, ou seja, que apresenta um ritmo de 3m00 por km):

• INTERVALADO CURTO
2 km (4m00) + 12 x 400 mts (1m08), com um intervalo de 45 segundos
2 km (4m45)

• INTERVALADO LONGO
2 km (4m00) + 2 x 4 km (3m12), com um intervalo de dois minutos
2 km ( 4m45)

“LONGÃO”
Entre 18 e 20 km (3m30)

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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