É benéfico o treino mental com o técnico especializado?

Hoje chega ao fim o artigo de Jorge Boim, coach mental, sobre a dificuldade do treino mental. Na terceira parte do tema, o nosso especialista escreve como o treino mental é mais benéfico com um especialista.

 

O trabalho com o técnico especializado tem mais vantagens que, digamos, desvantagens. Recordando os vários exemplos que fui dando, o trabalho com o especialista permite que a comunicação seja aberta. Se quiserem, é como se fossem ao médico falar de um determinado sintoma. O médico começa a fazer perguntas que, naturalmente, respondem com total honestidade, pois sabem que só assim ele poderá fazer um diagnóstico correto. Aqui é o mesmo princípio.

Outra vantagem é o conhecimento específico do tema, a preparação mental. Não se trata só das técnicas para se trabalhar os sintomas, mas a capacidade para se perceber a real origem, a causa do sintoma e trabalhar diretamente a partir daí. Trabalhando e resolvendo a causa, elimina-se por completo o sintoma, que é o que queremos.

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Normalmente, ao chegarmos a uma primeira sessão com um técnico especializado, já levamos um sintoma para falar, algo de que nos vamos “queixar”. Só que esse sintoma pode não ser o único que deve ser trabalhado e resolvido. O técnico pode, e é o que acontece frequentemente, identificar outras situações a trabalhar.

Continuando no exemplo da ansiedade, com ela podem vir resultados menos conseguidos e, com estes, podem começar a criar-se crenças que nos limitam o desempenho, aumentando o número de resultados menos positivos que, por sua vez, vão minando a nossa confiança em obter melhores resultados. Ou seja, de um só sintoma encontramos várias situações a trabalhar.

Com um especialista trabalha-se diretamente no inconsciente

O facto de estar a trabalhar com o técnico permite, além do já referido, trabalhar diretamente no inconsciente, o que origina a alteração duradoura do comportamento associado, que é, no fundo, o que realmente queremos alterar e melhorar.

Parece-me também importante referir que um bom técnico não quer que o atleta dependa de si e é por isso mesmo que são passadas técnicas para que o atleta possa, de uma forma mais autónoma, ir fazendo o trabalho de casa entre cada sessão ou, e porque acontece, em situações/provas que não possa preparar com o técnico. Desta forma, o atleta estará mais preparado para se adaptar a situações não previstas.

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A desvantagem? Bem, é preciso pagar as sessões…

Como disse antes, mais vale trabalhar sozinho que não trabalhar. No entanto, agora já tem mais informação para poder decidir como quer realizar essa preparação mental, tão necessária à obtenção de melhores resultados desportivos e pessoais.

CONTATOS:

Jorge Boim
Sports Mental Coach
Telemóvel: 966 856 843
Email: jorgeboim@sportshypnocoach.pt
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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