Conheça o treino da recordista do mundo nos 10, 15, 20km e Meia-maratona

Numa única prova, a queniana Joyciline Jepkosgei conseguiu superar o recorde do mundo nos 10, 15, 20 quilómetros e Meia-maratona, no passado mês de março (leia aqui). Conheça parte do seu plano de treino, que contou, por exemplo, com uma carga de 140 km numa única semana…

 

Marido e treinador, Nicholas Koech revelou à revista Sports Illustrated parte do treino da sua “pupila”, plano que acabou por acarretar os quatro recordes do Mundo. Ao analisarmos o plano realizado pela queniana, impressiona constatar os quilómetros corridos por Jepkosgei, que, em sete dias, correu, por exemplo, 140 km.

Segundo a magazine especializada norte-americana, um dos segredos da preparação da recordista do Mundo é treinar a 2400 metros de altitude, concretamente em Iten, cidade conhecida no Mundo como «A Cidade dos Maratonistas».

Como curiosidade, refira-se que a corrida de recuperação da queniana é de 5m00/km e que o objetivo de Jepkosgei era correr a Meia-maratona de Praga em 1h05m30. Ou seja, tanto ela como o marido não esperavam alcançar o recorde do Mundo na República Checa…

Plano de treinos da semana mais volumosa de quilómetros de Jepkosgei

SEGUNDA-FEIRA
Manhã: 16 km Trail (70 minutos)
Tarde: 8 km (40 minutos)

TERÇA-FEIRA
Manhã: 15 x 400m em 68 segundos, recuperação de 1 minuto
Tarde: 10 km (50 minutos) + Fisioterapia

QUARTA-FEIRA
Manhã: 12 km (50 minutos)
Tarde: 10 km (50 minutos) + Fortalecimento no ginásio

QUINTA-FEIRA
Manhã: 2 x 3000m/ 2000m/ 1000m em 9m48/ 6m24/ 3m04 e 9m45/ 6m20/ 3m04. Recuperação de 3m00, 2m30, 2m00, 3m00, 2m30
Tarde: 10 km (60 minutos)

SEXTA-FEIRA
Manhã: 18 km (90 minutos)
Tarde: 10 km (50 minutos) + Fisioterapia

SÁBADO
Descanso

DOMINGO
Manhã: 25 km (87 minutos) em Moiben (2160 metros de altitude)
Tarde: descanso

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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