Correr quando e em qual tipo de piso?

Nos grandes centros urbanos, encontrar pisos de terra ou de relva para treinar está cada vez mais complicado, sendo o asfalto o piso mais habitual. No entanto, qual o piso ideal para o corredor? E quando devemos correr em cada um? O nosso especialista Belino Coelho, diretor técnico da Elite Assessoria Esportiva, do Brasil, responsável pelo treino e orientação de mais de 150 atletas, aborda o assunto.

 

O tipo de piso pode variar de acordo com a fase de treino em que o atleta se encontra ou do tipo de competição que o corredor tem como objetivo. O tipo de piso pode ser areia, terra, relva, asfalto, calçada e brita, por exemplo.

Os pisos de areia, terra e relva podem e devem ser utilizados com mais frequência, inclusive em treinos longos ou intervalados, principalmente no Período Preparatório, onde o volume é maior tendo em vista o ganho de resistência. É a fase onde o atleta desenvolve a força específica voltada para a corrida.

O treino de desenvolvimento de força específica envolve também o ganho de resistência de força. Como tal, pode ser feito em areia, terra ou relva. Esses tipos de piso, por serem mais “macios”, acabam por absorver o impacto, exigindo que o atleta faça mais força para se deslocar. A grande vantagem é que eles minimizam as chances de lesões, principalmente articulares, além de oferecerem condições ao atleta de ganhar mais velocidade na Preparação Específica do treino, em função do ganho de força.

Na fase específica do treino devemos intercalar o tipo de piso

Quando chegar à Preparação Específica do treino, os pisos de “areia batida”, terra ou relva devem ser intercalados com os outros tipos de piso, sendo mais indicado, nesta fase, para os treinos de volume e alguns “longões”, isto se o objetivo for competir em provas de rua. Se o objetivo for provas de Corta-mato ou Trail, mesmo na Preparação Específica do treino, o percentual de utilização deste tipos de piso deve ser em maior escala, uma vez que, neste tipo de provas, a variável mais utilizada é a resistência de força, ou seja, quanto mais próxima da realidade do objetivo conseguirmos treinar, melhor será o resultado que poderemos alcançar.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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