Saiba o que fazer para desenvolver a força

O nosso especialista, Belino Coelho, diretor técnico da Elite Assessoria Esportiva, do Brasil, responsável pelo treino e orientação de mais de 150 atletas, apresenta a segunda parte da importância do treino de base no começo da temporada (leia aqui a primeira parte).

 

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Para desenvolver a força e a resistência de força específica será necessário realizar, respectivamente, treinos intervalados em subidas de 100 a 200 metros e corridas de média e longa duração em percursos mistos com trechos planos, subidas e descidas. Além disso, este tipo de treino ajudará a dar um “UP” na condição cardiorrespiratória e será importante para desenvolver a velocidade do atleta na fase específica do treinamento. Alinhado este trabalho específico com o treino para o desenvolvimento de força muscular na academia, o atleta conseguirá correr com mais economia de energia, favorecendo assim a melhora do rendimento (além de que a musculatura estará bem forte, ajudando a diminuir o risco de lesão).

No campo fisiológico, a capacidade aeróbia será melhorada pelo aumento e velocidade de ação das mitocôndrias com o aumento do número de mioglobina no músculo esquelético (responsáveis pela fixação do oxigênio no músculo), mas também pelo aumento da quantidade e velocidade na função de algumas enzimas que atuam no ciclo de Krebs, tornando o processo de oxidação (geração de energia) mais rápido e eficiente.

Os treinos nessa etapa ajudarão a desenvolver, no aspecto psicológico, a paciência (principalmente quando o atleta tiver treinos longos), a concentração, a resistência e a superação ao sofrimento causado pelos treinos mais extenuantes e duros, capacidades estas que terão fundamental importância quando o atleta estiver na fase específica do treinamento.

A duração do treinamento de base dependerá muito da condição do atleta e do tempo em que este tem até o seu objetivo final, podendo levar de dois a seis meses (ou de acordo com a sensibilidade do treinador em relação ao seu atleta).

Esta é uma etapa do treino bastante importante porque dará toda a base e estrutura para que o corredor consiga evoluir em termos de condição física, além de oferecer um suporte importante da carga de treino até o objetivo final com um menor risco de lesão. Portanto, é imprescindível que o atleta não “pule” esta etapa do treinamento ou o mesmo correrá o risco de não evoluir ou de ficar mais suscetível ao aparecimento de lesões.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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