Respeitar os outros para retirar do treino o melhor que ele pode dar

Tal como a vertente física, a vertente mental também se trabalha em treino para que se possa estar a 100% nas provas. Desta forma, quanto mais tranquilos e descontraídos estivermos em treino, melhor este sai e melhores resultados obtemos dele. Há dias, porém, em que não estamos tão bem, física e mentalmente. Podemos estar mais cansados ou mais preocupados com alguma situação. Nesses dias – nos outros também, mas principalmente nesses mais -, é importante estarmos atentos, focados em nós para não darmos mais do que podemos. Ter noção dos nossos limites é importante para não estragar o trabalho realizado. A isto chama-se respeito por nós mesmos.

 

A maior parte dos atletas são amadores e, como tal, treinam em locais públicos, como os chamados paredões – ou Passeios Marítimos, dependendo do local -, ciclovias e afins. Nesses locais, obviamente, há mais pessoas a treinar ou, simplesmente, a darem o seu passeio. Da mesma maneira que temos que respeitar o nosso corpo para não estragar o trabalho, é importante respeitar quem connosco se cruza, quem partilha o mesmo espaço que nós. Também esses atletas precisam estar tranquilos e descontraídos para fazerem bem o seu treino, seja ele qual for. E todos nós gostamos que nos respeitem e que nos permitam fazer tranquilamente o nosso treino.

Vem isto a propósito do que vejo enquanto faço os meus treinos e, com certeza, muitos são os que assistem ao mesmo. Por exemplo: os ciclistas queixam-se da falta de respeito dos automobilistas, com razão em grande parte dos casos. Então porque razão desrespeitam os corredores andando de bicicleta onde não podem, quando há sinais de trânsito visíveis a impedir tal circulação?

Da mesma maneira, porque os corredores fazem muitas vezes os seus treinos em ciclovias exclusivas para bicicletas, importunando os ciclistas que aí circulam? E porque os ciclistas falam ao telemóvel enquanto andam de bicicleta ou não sinalizam as suas mudanças de direcção?

Como referido antes, é altamente importante respeitar o nosso corpo, mas é também necessário respeitar os outros. Quem quer respeito, tem que respeitar.

Quanto mais nos respeitarmos, mais vamos conseguir ter treinos tranquilos e descontraídos; logo, mais rendimento vamos retirar de cada treino; em consequência, melhores vão ser os nossos resultados em competição.

Respeita-te a ti e aos outros. Quanto mais pessoas se respeitarem, quanto mais pessoas respeitarem os outros, mais prazer iremos todos retirar da prática do desporto que tanto gostamos.

 

CONTATOS:

Jorge Boim
Sports Mental Coach
Telemóvel: 966 856 843
Email: jorgeboim@sportshypnocoach.pt
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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