Efetuar treinos em frigoríficos é essencial para preparar a Maratona do Polo Norte

João Neto Lopes e João Bandeira Santos foram os primeiros portugueses a concluírem a Maratona do Polo Norte. Depois do primeiro, é a vez do segundo revelar os seus conselhos para quem pretende um dia correr a prova.

 

As recomendações de João Bandeira para a prova são as seguintes:

PREPARAÇÃO

• Numa fase inicial, a preparação deste tipo de provas é semelhante a uma Maratona “normal”, ou seja, devemos adaptar o organismo a grandes distâncias
• No último terço do período de preparação, é importante efetuar treinos em frigoríficos para testar o equipamento e perceber como é que o corpo reage a temperaturas muito baixas

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CORRIDA

• Na Antártida e no Polo Norte, há diversos perigos do frio extremo (flebites, congelamento da córnea, etc.), portanto, durante a corrida, é absolutamente fundamental estar atento aos sinais do corpo, nomeadamente sinais de congelação, cansaço e a gestão do esforço. A estas temperaturas, o corpo consome cerca de três vezes mais calorias e o hospital mais próximo pode estar, com sorte, a 5 ou 6 horas de avião. Se existirem condições para realizar um voo de resgate!…
• Desejo que quem corra a North Pole Marathon que consiga apreciar a beleza do cenário e todo o espírito de aventura que caracteriza esta prova única!

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Os dois portugueses que concluíram a Maratona do Polo Norte
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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