Overtraining: prevenção e tratamento

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Nos corredores, o processo de overtraining (leia aqui sobre o tema) acontece quando os treinos são muito rápidos e duros ou muito longos e não é dado tempo suficiente ao nosso organismo para assimilar e recuperar do treino. O facto de darmos nova carga ao corpo enquanto o mesmo ainda está a recuperar do treino anterior faz com que nem a recuperação ocorra nem o treino seja assimilado, defende a especialista Raquel Costa.

 

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Neste sentido, a prevenção do overtraining inclui uma periodização do treino que permita intercalar sessões de treino com repouso adequado.

A prevenção passa por dar especial atenção aos processos que podem desencadear o overtraining, como por exemplo as mudanças no treino que ocasionem uma sobrecarga na rotina de treino. A redução de carga, alterações de intensidade ou treinos específicos focados na técnica proporcionam diferentes manifestações nos atletas.

As sessões de treino devem focar-se na qualidade em detrimento da quantidade.

Todos os corredores e treinadores devem estar atentos a possíveis sintomas de overtraining (ler aqui o texto), de forma a intervir atempadamente. Deverão ser tidos em consideração períodos adequados de repouso e recuperação, especialmente durante os períodos de maior sobrecarga. Estas medidas preventivas ajudarão num melhor desempenho do atleta.

Relativamente ao tratamento, de acordo com a literatura, a melhor solução para tratar o overtraining é o repouso e fases de recuperação de duas a seis semanas, dependendo da seriedade da síndrome. Conforme reportado nas investigações, os atletas em overtraining podem necessitar de meses em completo descanso. Pode acontecer que, mesmo após seis meses em recuperação, alguns atletas apresentem distúrbios nas funções neuroendócrinas

A recuperação ativa e passiva é o melhor tratamento para o overtraining. Deitar a descansar faz parte do processo de tratamento, assim como também praticar outras atividades físicas, como natação, pequenos jogos, corridas degenerativas, entre outros. O descanso e a prática de outras atividades físicas, aliadas a uma correta ingestão alimentar, possuem um importante papel no tratamento do overtraining.

Existem ainda outras formas de complemento ao tratamento, sendo o primeiro as mudanças na dinâmica diária. Estas alterações poderão ser benéficas para o atleta, tanto fisicamente como psicologicamente. O segundo exemplo será a adoção de técnicas de psico-regulação, como o relaxamento e o treino mental. Estes complementos ao tratamento poderão acelerar o processo de recuperação.

Contudo, importa realçar que a prevenção será a melhor opção.

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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