Quais os valores que os adultos passam para os mais jovens?

Na passada semana, o nosso especialista Jorge Boim abordou um dos temas mais atuais do momento em relação ao Desporto em geral: a pressão competitiva sobre os mais novos. Hoje, o Sports Mental Coach da Hypno Coaching regressa ao tema, que merece a atenção de todos.

 

O trabalho de Mental Coaching com atletas é, sobretudo, um trabalho de equilíbrios. Mais vale a mais que a menos, mas também é verdade que tudo o que é demais faz mal. Portanto, é importante equilibrar as coisas. No caso dos jovens, o trabalho deve seguir o mesmo princípio: equilíbrio.

No entanto, deve ser abordado em duas vertentes diferentes: a criança/jovem e os pais/treinadores. Dificilmente a criança irá dizer aos pais ou treinadores o que realmente a aflige, preocupa, estressa, sente falta, etc., podendo dizer e trabalhar todas essas questões com o Mental Coach.

Comportamento desportivo espelho da restante vida

É a identificação do que a criança sente que irá permitir passar à segunda fase: o trabalho com os pais/treinadores. Mesmo que de forma inconsciente, o que estão os adultos a passar para a criança que está a originar a situação? É isto que devemos descobrir e trabalhar com o adulto.

A parte desportiva da nossa vida é apenas isso mesmo, uma parte, pelo que, na maioria dos casos, os comportamentos do jovem atleta são apenas um espelho, ou uma consequência, de algo que se passa em outras partes da sua vida.

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Realizar o trabalho de Coaching com estes jovens e adultos irá ajudar a criar e a potenciar os equilíbrios mentais e emocionais para que não só tenha as suas expectativas desportivas adequadas a si, como volte a sentir prazer no Desporto e, mais importante ainda, se torne um adulto mais equilibrado, mental e emocionalmente.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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