Resultados não surgem com objetivos irrealistas e inatingíveis

No Duatlo de Arronches, Jorge Boim correu pelo seu pai. Uma experiência onde foi obrigado a encontrar o equilíbrio entre o excesso de motivação e a falta de lucidez emocional. 

 

No ciclismo, com o excesso de motivação e a falta de lucidez emocional, tratei logo de dar o máximo em vez de fazer as coisas com calma. A hidratação foi sofrível, o gel não foi nas alturas previamente pensadas, as subidas foram sem calma e as descidas nem usava para descansar… era sempre a fundo.

Chegado mais ou menos a meio, e a fazer uma curva – cena estranha –, tive uma cãibra como nunca antes. Bicicleta para o chão e toca de alongar a ver se passa. Só pensava que já não ia conseguir fazer o meu recorde pessoal como queria, que não ia conseguir homenagear quem queria. E foi aí, quando o bombeiro me diz que ainda havia mais 2 ou 3 subidas grandes pela frente, que me caiu a bomba que me mandou abaixo, que acabou com a minha prova e me serenou a mente. “Não estou com capacidade para ir a fundo até ao final se isto é sempre no sobe e desce”, pensei para mim. E, logo de seguida: “Vou em passeio”.

No caminho de volta até ao Parque de Transição pensei muito no que me faz entrar em provas, em treinar, em dar o melhor de mim a cada momento. Pensei nos valores que me foram passados ao longo dos anos por alguém que, durante muitos e muitos anos, fez corridas e mais corridas por este país fora. E esta foi mesmo a melhor forma de o homenagear, de o honrar.

Jorge Boim participou do Duatlo de Arronches com objetivos irrealistas e inatingíveis

Na próxima vez, vou dar o melhor de mim e tudo vai sair melhor.

No meio disto tudo, se eu fizesse a minha preparação mental com outro Mental Coach que não eu mesmo, teria tido a possibilidade de preparar esta prova de outra forma. Teria visto que a minha motivação estava em níveis demasiado altos, que os meus objetivos eram irrealistas e inatingíveis, teria conseguido focar-me mais no que devia e não no que estava fora de mim, teria baixado as minhas expetativas e, sobretudo, teria sido muito mais divertido.

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Apesar de tudo isto, foi uma experiência valiosa e uma aprendizagem impagável.

Já agora, fui o último a terminar o segmento de ciclismo, apenas acompanhado pela mota da organização. Como disse ao condutor: “Chego com escolta e eles chegaram sozinhos” 😊

CONTATOS:

Jorge Boim
Sports Mental Coach
Telemóvel: 966 856 843
Email: jorgeboim@sportshypnocoach.pt
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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