Os cinco conselhos de Nick Symmonds para a Maratona

Especialista nos 800 e 1500 metros, o norte-americano Nick Symmonds correu a sua primeira Maratona em Honolulu. Dias depois, o norte-americano revelou cinco conselhos para quem pretende correr a distância.

 

No primeiro, relacionado com a hidratação, Symmonds salientou que estava bastante hidratado antes do início da corrida, algo fundamental para quem pretende correr a distância, ainda mais uma Maratona bastante quente e húmida, como é o caso de Honolulu. O norte-americano, que admitiu transpirar muito, revelou que consumiu uma bebida isotónica aromatizada com citrinos antes da corrida, a mesma que utilizou na parte final. «Compreendi porque o cocktail de líquidos é tão importante para os profissionais da Maratona», escreveu. 

Nick Symmonds falhou o seu objetivo em Honolulu por 35 segundos
Nick Symmonds falhou o seu objetivo em Honolulu por 35 segundos

No segundo conselho, Symmonds aborda o tema da chuva, quando implorou por uns pingos do céu na primeira metade da corrida, que caiu na altura do 19.º quilómetro, amaldiçoando a mesma pouco tempo depois. «Rapidamente enrugou os meus pés e as minhas sapatilhas ficaram encharcadas. A partir de então só pensei o quanto estavam pesadas as minhas sapatilhas…» 

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O “Muro” também afetou Symmonds, concretamente a partir do 32.º quilómetro, quando pensou em parar. O que fez? Recorreu a Mint Run Gum. «A mistura de energia existente na pastilha elástica despertou-me, mas também foi muito bom ter algo em que concentrar. Como mentalmente trabalhei os ingredientes ativos da pastilha, o ato de mastigar e o de me concentrar no sabor permitiu que a minha mente se afastasse da dor das pernas. No entanto, aprendi que há momentos muito específicos quando a força normal da Mint Run Gum não é suficiente. Talvez seja hora de uma fórmula Extra Strength?» 

Symmonds não gosta de subidas nem em treino

Na sua quarta impressão sobre a Maratona, o norte-americano aborda o tema das colinas, subidas, que ele «odeia», algo natural para quem correu grande parte da carreira em pista. «Não gosto de colinas em treino, imaginem na Maratona», escreve. «A colina no quilómetro 38 quase significou a minha desistência. A minha próxima Maratona será totalmente plana…» 

No quinto conselho, Symmonds refere a meta, o objetivo, como algo fundamental. Depois de admitir que foi “mordido” pela Maratona, o norte-americano revela que o seu objetivo em Honolulu era correr a prova em 3h00, algo que falhou por… 35 segundos. «Sei que posso correr a Maratona em menos de 3h00 e, em breve, escolherei uma Maratona na Primavera para superar esta meta. Em janeiro revelo onde vou correr a minha próxima prova.» 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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