Mental Coaching, a cola que tudo une

Milhares de euros gastos em sapatilhas, vestuário, relógios, suplementos, etc. No entanto, para despender uns euros no Mental Coaching, muitos atletas olham para o lado, embora a sua importância seja fundamental para o êxito de qualquer prova. Uma reflexão deixada por Jorge Boim.

 

«90% do jogo é metade mental», Yogi Berra

Há pouco tempo, fiz a preparação mental de um atleta para realizar a sua segunda Maratona. A primeira experiência não tinha corrido muito bem, pelo que era importante abordar as questões e medos que daí tinham resultado. O trabalho incidiu muito nisso, além da preparação da prova propriamente dita. O atleta não foi preparado para superar essas questões nesta prova, mas foi preparado para não sequer as ter.

O resultado final foi bastante bom. Fez cerca de 9 minutos menos do que o seu objetivo, fez menos 5 minutos na segunda metade do que na primeira, não houve Muros nem Marretas e ainda acabou com um grande sorriso e de braços no ar em vez de “rastos” como na anterior. Tudo isto foi trabalhado, integrando muitas técnicas e valências que vão desde a visualização criativa à linguagem corporal, passando pelas respostas psicofisiológicas. Tudo trabalhado ao pormenor de, por exemplo, como, quando e o quê na sua alimentação e hidratação durante a prova.

 

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Depois da corrida falámos e ele disse:

«O teu trabalho é difícil de quantificar!»

Pois é, de facto. Mas não se trata de quantificar, trata-se de qualificar. O importante não é definir quanto tempo vais melhorar devido ao Mental Coaching, trata-se do que vais sentir durante a prova por causa desse trabalho. Dizia-me o atleta nessa conversa que também tinha feito melhor tempo porque se tinha alimentado melhor, tinha treinado melhor, tinha-se preparado melhor.

A importância de unir todos os fatores no Mental Coaching

Sim, tudo conta e conta muito cada um destes fatores porque os outros sem cada um deles valem menos. O Mental Coaching, realizado em conjunto com as outras áreas da preparação, é outro fator, só que é o fator que vai servir de cola a tudo isto.

Enquanto atleta, posso ter a prova muito bem estruturada na minha cabeça, posso definir bem quando e o que comer, onde acelerar e até que ritmo ter. No entanto, se alguma coisa sair fora do que tenho definido, se a minha excitação inicial for superior ao que preparei, corro o risco de tudo isso ir por água abaixo. O treino mental, quando bem feito, prepara-me melhor para essas situações. Não só o meu plano estará mais enraizado, correndo menor risco de falhar, como ainda me prepara melhor para me adaptar a qualquer alteração que possa acontecer. Numa prova longa, como uma Maratona ou um IronMan, isto é ainda mais importante.

Na próxima semana continuarei a abordar este tema. 

CONTATOS:

Jorge Boim
Sports Mental Coach
Telemóvel: 966 856 843

Email: jorgeboim@sportshypnocoach.pt
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Pedro Alves

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