«Mental Coaching? Não preciso, sou forte mentalmente!»

No terceiro artigo de Jorge Boim, Sports Mental Coach da Hypno Coaching, o profissional escreve sobre a atitude de muitos corredores, que menosprezam a importância do trabalho mental numa prova, que deve ser encarada como o trabalho físico. Muito devido ao seu ego…

 

Ao longo deste caminho realizado como Mental Coach de atletas, tenho encontrado atletas que me dizem que não precisam de trabalhar a mente, pois já são mentalmente fortes. Há até quem diga que é tão forte mentalmente que, além de não precisar de trabalhar essa área, ainda ajuda os outros atletas.

Como em tudo no ser humano, cada um de nós tem as suas caraterísticas mentais específicas e singulares: uns dão mais para os números, outros para as letras; uns têm mais capacidade de adaptação, outros precisam ter as coisas mais programadas. Em resumo, não são uns melhores que outros, apenas são diferentes.

No entanto, o “Ego” leva-nos muitas vezes a pensar que somos melhores do que na realidade somos. Pensamos que somos mais bonitos, mais simpáticos, mais fortes, mais rápidos. É esse “Ego” que nos faz acreditar que o Mental Coaching nada pode fazer por nós. Só que o Mental Coaching permite que nos tornemos melhores. Não se trata de “mais”, mas de “melhor”.

Quem realiza provas de longa distância, como um triatlo longo ou uma Maratona – até as provas de 10Km podem ser provas longas, dependendo do histórico desportivo do atleta… –, sabe que é necessário ter uma boa preparação mental. Pensar que só porque se fazem estas provas já temos essa preparação é, quanto a mim, um erro que nos limita o desempenho.

O recurso ao Mental Coaching permite ao atleta identificar pontos de melhoria e de evolução enquanto atleta e pessoa, além, claro, de trabalhar esses mesmos pontos. Falando no exemplo das provas longas, é comum os atletas identificarem o “Muro da Maratona”, o “Homem da Marreta” ou outra qualquer situação difícil que aparece sempre.

A pergunta é: «Isso TEM SEMPRE que acontecer ou podemos encontrar formas de isso não se passar?» A resposta é que há mesmo formas de preparar essas provas para que essas dificuldades não se tornem reais. E falo exclusivamente na preparação mental da prova, não da parte física.

Recorrer a algo que nos permite potenciar o nosso desempenho é um sinal de fraqueza? De todo. Reconhecer um ponto de melhoria é, antes de mais, um sinal de força. Trata-se de reconhecer que se é forte e, ainda assim, se pode ser melhor.

Quando os atletas fazem sozinhos a sua preparação mental para uma prova, normalmente visualizam-se a superar as dificuldades que vão encontrar. Ora, isso parte do princípio de que vão encontrar essas dificuldades e que vão gastar mais energia a superá-las. O trabalho de Mental Coaching, com um “coach” e não sozinho, permite preparar-se para uma prova sem essas dificuldades e, logicamente, sem o gasto de energia para as superar.

Este caso é apenas um exemplo entre muitos outros que podem, e devem, ser trabalhados para se tornar um melhor atleta.

Não acredita? Faça a experiência e descubra por si.

Bons treinos e boas provas

 

CONTATOS:

Sports Mental Coach
Hypno Coaching
Jorge Boim
Telemóvel: 966 856 843
Email: jorgeboim@sportshypnocoach.pt
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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