Marc Roig revela os segredos dos africanos (sim, também de Eliud Kipchoge…)

Englobado no programa da Maratona de Valência deste ano, agendada para o dia 2 de dezembro, Marc Roig, atleta e fisioterapeuta em Eldoret dos atletas quenianos, entre eles Eliud Kipchoge, abordou o tema «Sub 2h00. Os limites da Maratona e Eliud Kipchoge», uma excelente oportunidade para conhecermos um pouco do treino dos corredores africanos e como é a vida do recordista do Mundo da Maratona.

 

Em Eldoret desde 2015 a trabalhar, Roig é um dos nomes que conhece ao pormenor a preparação dos principais atletas quenianos do momento, inclusive Kipchoge, que registou recentemente, em Berlim, a nova marca mundial da distância (2h01m39). Eldoret, que, segundo Roig revelou há tempos à imprensa espanhola, «é uma espécie de campo de treino, parecido a um albergue»,.

«É um sítio onde dormes e comes, mas nada semelhante a um Centro de Alto Rendimento. A vantagem da preparação para uma Maratona é que o que necessitas para treinar é rudimentar. Precisas de trilhos, bosques e uma pista de atletismo, se conseguires. Isto é suficiente! O resto são extras que são benéficos, embora não sejam essenciais.»

Foi devido a esta experiência de viver in loco junto com os principais nomes do atletismo mundial (principalmente africanos), e fazer parte da preparação deles, que Marc Roig foi convidado a inaugurar o programa da Maratona de Valência deste ano, que todos os anos promove encontros técnicos (além de treinos) tendo como objetivo principal oferecer a todos o melhor entendimento sobre a modalidade.

Aproveite para conhecer também o percurso da prova deste ano:

 

Gostaste do artigo? Faz Gosto ou Partilha com os teus amigos!
Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

Gostou? Partilhe pelos amigos