A “porca” mental que faz a máquina do corredor funcionar

Na semana passada, o especialista Jorge Boim salientou o gasto dos atletas em equipamento para a corrida, descurando o treino mental, muitas vezes determinante para o nosso êxito. A pergunta exige-se: porquê?

 

Porque é que ainda há poucos atletas a fazer este trabalho a sério?

Uma das razões é financeira. Muitos atletas acham que é caro fazer Mental Coaching com alguém especializado. Muitos são os atletas que gastam 5.000 ou 6.000 euros numa bicicleta porque é melhor, mais leve com o material X ou Y ou as mudanças da marca A ou B; gastam 150 euros em ténis de corrida porque são mais confortáveis ou mais leves ou adequados para a passada; gastam mais umas centenas de euros em barras, géis, recoverys, isotónicos e suplementos de proteína da “melhor” marca do mercado porque vão dar aquele “boost” ou ajudar na recuperação; gastam também mais uns euros num treinador para lhes dar um bom plano de treinos; já para não falar nos custos de inscrição em provas, em viagens ou em todo o material de compressão de marca; acrescente-se ainda o custo de um bom relógio, com GPS e cardiofrequencímetro…

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No entanto, é caro gastar 100 euros em sessões de Mental Coaching que os vão ajudar a ter os resultados que querem e ambicionam para ter provas sem Muros, sem quebras, devidamente preparadas onde o vento, a chuva ou o calor não são problemas, onde adquirem a capacidade de se adaptar a situações não programadas, a gerir o esforço, a alimentar-se na altura certa e de acordo com o programa de prova previamente definido, a acabar com essa coisa da ansiedade pré-competitiva que pode ir de uma noite mal dormida a valentes idas ao WC na manhã da prova.

A importância do conjunto para o êxito

E quando falo no investimento em sessões de Mental Coaching poderia, também, falar no investimento com um fisiologista de exercício, que pode avaliar se tudo está conforme, se temos músculos sob ou sobre desenvolvidos, se estamos a usar os músculos corretos ao exercício e, claro, trabalhar esses desequilíbrios musculares que tantas lesões pode originar.

Como disse antes, nenhum dos fatores que referi faz alguma coisa sozinho, é um todo que trabalha em conjunto para que se consiga ter um bom desempenho. Posso ter a mente bem preparada mas, se não tiver pernas, não desempenho como posso; se tiver pernas mas não tiver cabeça, não desempenho como posso; e o mesmo é válido para a alimentação face aos outros fatores.

Em competição, já que é para isso que se treina e se prepara, a mente desempenha um papel essencial na obtenção de resultados. Atletas mentalmente melhor preparados ganham mais vezes do que os outros.

 

CONTATOS:

Jorge Boim
Sports Mental Coach
Telemóvel: 966 856 843

Email: jorgeboim@sportshypnocoach.pt
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Pedro Alves

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