Força dinâmica versus força estática

Neste artigo, o especialista Belino Coelho, diretor técnico da Elite Assessoria Esportiva, do Brasil, responsável pelo treino e orientação de mais de 150 atletas, aborda um dos temas mais em voga na corrida: Força dinâmica versus força estática. Ou não há um “duelo” entre os dois treinos?

 

Nos dias atuais, muitos corredores já têm consciência da importância do treino de força para a corrida, mas a verdade é que ainda são poucos os que conseguem trabalhar os tipos de força envolvidos na modalidade e que podem ajudar a elevar ainda mais o rendimento.

Concretamente, os tipos de força são os seguintes:

Força dinâmica
É a força muscular produzida, por determinados músculos, em movimento contra uma determinada resistência. Tem como modelo o denominado “treino funcional”.

Força Estática
É a força produzida com o corpo parado ou em repouso contra uma resistência fixa. Por exemplo, a musculação com halteres ou barras ou os aparelhos.

O cenário atual indica que o trabalho de força mais usual entre os corredores é o trabalho de força estática, mas o número de adeptos dos treinos de força dinâmica está a crescer de modo exponencial devido ao treino funcional, que ajuda a complementar o treino de força estática (musculação), suprindo necessidades que esta não desenvolve. Exemplos: coordenação motora, consciência corporal, melhoria da postura, força e resistência para suportar o próprio peso do corpo, equilíbrio, um melhor aproveitamento da força durante o movimento, tornando a nossa corrida mais eficiente e económica, aumentando, deste modo, a possibilidade de melhora da perfomance do atleta.

 

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No entanto, no “duelo” Força dinâmica versus força estática, a força estática não deve ser deixada de lado porque é através dela que o corredor vai suprir a suas necessidades de ganho de massa muscular e, principalmente, do ganho de força, importantíssimos para os corredores de curta e longa distância para ajudar a diminuir os risco de lesões e para quem anseia melhorar o rendimento.

Portanto, tanto o treino de força muscular dinâmico como estático são treinos complementares e fundamentais para todos os corredores. Os atletas que conseguirem direcionar ou partilhar o seu tempo para com estas duas áreas de treino estarão a fazer um excelente investimento em termos de diminuição do risco de lesões, ao mesmo tempo que verificarão um aumento expressivo do seu rendimento, levando sempre em consideração uma das máximas do treino: quanto mais treinado estiver o atleta, menos “treinável” ele o é. E vice-versa!

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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