“Estacionado” há muito no mesmo lugar? Aqui ficam 10 dicas para a sua condição voltar a andar…

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A aptidão física é herdada e definida geneticamente e cada ser humano tem um limite definido pela natureza em relação até onde pode chegar a sua perfomance, podendo inclusive haver uma perda dessa aptidão em função do estilo de vida que temos na infância, por exemplo. O nosso especialista Belino Coelho, diretor técnico da Elite Assessoria Esportiva, do Brasil, responsável pelo treino e orientação de mais de 150 atletas, aborda o assunto.

 

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Atletas nascem atletas e a sua aptidão possui valores que estão no extremo, que só poderão ser alcançados por poucos, ou seja, por quem realmente nasceu para ser atleta.

E o que eu quero dizer com esta Introdução? Simplesmente que, geneticamente falando, cada ser humano tem o seu próprio limite e será muito difícil conseguir ultrapassá-lo através das vias normais.

No entanto, por erros no treinamento ou por outras circunstâncias, muitos corredores não chegam a conhecer o seu próprio limite e acabam por estagnar (estacionar). Por exemplo: não conseguem melhorar o seu tempo nas distâncias preferidas, sentem que a condição física piora e, ao invés de emagrecer ou se manter no peso, engordam. Ou seja, o treinamento em si, para esses atletas, não está a surtir efeito.

O que podemos fazer? Deixo aqui 10 dicas para não “estacionar” antes de atingir o seu limite.

1. Faça uma ergoespirometria. Através dos dados fisiológicos é possível saber qual o nosso potencial e o quanto distante estamos do nosso limite

2. Faça o seu treinamento de forma periodizada, com cada variável sendo trabalhada no momento certo e na quantidade adequada à condição física de momento

3. Faça treinamento de musculação, trabalhando principalmente a variável força

4. Faça uma alimentação adequada à condição e necessidade. Se for necessário, procure um nutricionista do esporte

5. Use vestimentas adequadas ao porte físico e condição física. Evite ao máximo tudo o que possa aumentar o peso, pois exigirá um gasto energético maior, refletindo diretamente (e negativamente) no rendimento

6. Durma, descanse. Descansar é tão importante quanto o próprio treinamento. Sem descanso não há recuperação, sem recuperação não há evolução e sem evolução ocorre a “involução” (perda da condição física)

7. Abandone de vez a Zona de Conforto. Faça treinamentos intervalados curtos e longos. O trote não mantém a condição física, pelo contrário, com o tempo acaba por ser inútil (o corredor terá de se conformar com o ganho extra de peso no futuro…). No treinamento é o trabalho anaeróbio que melhora o seu aeróbio.

8. Mantenha a sequência dos treinamentos porque só assim conseguirá elevar a sua condição física, só assim conseguirá suportar estímulos ainda maiores (e com menor risco de lesão) até o final do macrociclo planejado

9. Faça treinos regenerativos, importantíssimos para ajudar na recuperação. Muitos atletas amadores “fogem” deste tipo de treino alegando que não conseguem correr mais lento, quando, na verdade, acreditam que o “treino leve” não vai proporcionar um ganho ou um aumento da condição física

10. Seja disciplinado. Siga à risca o planejamento (macrociclo) de treino e, principalmente, CONFIE no treinador. Sem confiança, nem o melhor técnico do mundo conseguirá fazer com com que o atleta continue a evoluir a ponto de conseguir conhecer o seu próprio limite

Ficou com alguma dúvida ou tem alguma sugestão de tema que gostaria que fosse abordado? Escreva para o endereço belino.coelho@eliteesportiva.com.br ou telefone para o número +55 11 5518-3409.

  • Este texto é escrito em português do Brasil

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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