Os principais erros dos corredores iniciantes

A prática da corrida requer procedimentos imprescindíveis à saúde e bem-estar físico. A tomada de conhecimento dos principais equívocos da modalidade irá permitir evitar e contornar esses erros, tornando assim a sua prática mais segura e tecnicamente mais correta. A especialista Raquel Costa revela esta sexta-feira os enganos fundamentais dos corredores. Primeiro os iniciantes, depois os intermediários e, por fim, os mais experientes.

 

Não realizar exames médicos antes de começar a praticar
O estado clínico nem sempre é perfeito. Para se certificar que é aconselhável o esforço físico, deve consultar um médico.

Comprar sapatilhas pequenas
A tendência na escolha de sapatilhas pequenas poderá provocar hematomas internos nas unhas e contusões nos dedos. Durante a compra, certifique-se de que experimenta adequadamente as sapatilhas, colocando-se em pé e agachando várias vezes. Deverá deixar um espaço aproximado de 1 cm entre o dedo mais cumprido e o fundo da sapatilha.

Escolher sapatilhas erradas
Deverá optar por sapatilhas adequadas ao tipo de treino que vai realizar, como também ao tipo de terreno por onde vai correr. Atualmente, no mercado, podem ser encontradas sapatilhas com distintas tecnologias, apropriadas para cada tipo de treino e de piso. Durante a compra consulte um especialista técnico.

Não hidratar
A água é primordial para a manutenção das funções do corpo. A desidratação origina gasto desnecessário de energia e perda de rendimento. Se acha desagradável correr com uma garrafa de água, poderá optar por levar moedas e comprar durante o percurso.

Vestir roupa extra para transpirar
A utilização de camadas de roupa desnecessárias com o intuito de transpirar irá provocar desidratação severa. Deverá optar por vestir roupa técnica e adequada às caraterísticas climatéricas.

Intensidade do treino errada
O desconhecimento dos próprios limites poderá não contribuir para uma adequada performance. O risco de lesão é o problema mais observado, contudo, uma pior assimilação dos treinos e estagnação da melhoria da condição física, são exemplos observados.

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Não escutar o corpo
É necessário estar atento aos sinais transmitidos pelo corpo. Por um lado existe sensações de desconforto que são comuns na iniciação à corrida, como cãibras e sensações de cansaço muscular. Neste caso, é errado não voltar a fazer exercício até passarem as dores. Poderá reduzir ou moderar a intensidade dos treinos, mas sem interromper. Contrariamente, na existência de outro tipo de dores, localizadas e persistentes no tempo, será aconselhável consultar a supervisão médica.

Correr em anteversão
Correr com o corpo inclinado à frente é comum entre os corredores principiantes. Em causa estará o desconhecimento pela técnica e fraqueza nos abdominais. Este comportamento, caso não seja corrigido, provocará lesões a nível lombar, muscular (glúteos e isquiotibiais) e articular (joelhos). Para corrigir este comportamento, deverá consciencializar-se da postura, fortalecer abdominais e alongar a zona lombar.

A pisada
É comum nos principiantes começar a passada pisando com a ponta dos pés. O corredor deve pisar com a zona do metatarso (i.e., zona do pé entre o calcanhar e as falanges).

Não alongar
O menosprezo pelos benefícios dos alongamentos é prática comum nos principiantes da modalidade. Não realizar alongamentos permitirá a acumulação de tensão no corpo, o que causará dores musculares, lesões, contraturas, lombalgias, entre outras. É necessário a realização de exercícios de alongamento em todos os treinos, para manter a saúde muscular e articular. Escolha entre 6 a 8 exercícios, correspondentes a diferentes cadeias musculares.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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