Descubra 10 conselhos para prevenir ou evitar lesões na corrida

lesão

Grande parte dos corredores já tiveram algum tipo de lesão, tais como canelite, tendinite, dor no joelho e fascite plantar, inclusive as mais graves, como a fratura por estresse, por exemplo. No entanto, boa parte dessas lesões podem ser evitadas. Para isso, é importante a informação, a mudança de alguns hábitos e, principalmente, a supervisão e orientação de quem conhece a modalidade, defende o nosso especialista Belino Coelho, diretor técnico da Elite Assessoria Esportiva, do Brasil, responsável pelo treino e orientação de mais de 150 atletas.

 

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1. Dê atenção especial a recuperação. Se for iniciante, a recuperação será muito mais demorada em relação a quem habitualmente já corre. Se é um corredor experiente, a recuperação será de acordo com a carga (volume ou intensidade) aplicada. Nesse caso, siga as recomendações do treinador

2. Faça uma alimentação saudável, equilibrada em relação a nutrientes, com a periodicidade de três em três horas. Ou siga as recomendações do nutricionista. A alimentação é fundamental para a recuperação

3. Faça musculação. Os músculos mais fortes ajudam na absorção do impacto, protegendo e preservando o seu tecido ósseo e as articulações

4. Faça alongamento. A musculatura encurtada, além de tornar mais difícil os movimentos da corrida, de exigir mais força e deixar a corrida menos econômica, aumenta consideravelmente o risco de lesão

5. Use tênis adequado para o tipo de pé e pisada. A supinação ou pronação excessiva ou induzida poderão levar a lesão

6. Progrida gradativamente o volume ou a intensidade da corrida, lembrando sempre que, quanto maior o volume, menor a intensidade (ou vice-versa). No Brasil é muito comum os atletas, por estarem se sentindo bem no treino, aumentarem o volume sem qualquer critério, o que é um grave risco de lesão que poderá dilatar o tempo de recuperação (em alguns casos, comprometendo inclusive a sequência dos treinos e o objetivo final)

7. Distribua de forma coerente e equilibrada as atividades esportivas que faz durante a semana. Tenha em mente que o corpo, o organismo que está sendo utilizado, é o mesmo em todas as atividades e precisa de um tempo de recuperação para que uma atividade não atrapalhe o rendimento da outra. A mais comum é a musculação, que, feita de forma aleatória (por exemplo, com aumento de carga sem critérios e sem considerar os dias dos treinos de corrida), afeta diretamente o desempenho e aumenta a chance de lesão a médio e longo prazo

8. Desvio e/ou desequilíbrios estruturais que podem ser causados por falta de alongamento, nível de força diferente de um membro para o outro ou características genéticas, como uma perna mais comprida que a outra ou arqueadas, pronação ou supinação excessiva dos pés, etc. O ideal nesses casos é fazer uma avaliação e tomar as medidas cabíveis para a prevenção

9. Excesso de peso ou obesidade. Nesse caso é praticamente obrigatório o trabalho de fortalecimento, caso contrário as dores no joelho poderão ser inevitáveis, além do alto risco de lesão a curto e médio prazo

10. Participação excessiva em provas, principalmente em corridas onde não há uma base de treinamento adequada (simplesmente por não treinar para ela). Nesse caso, posso citar particularmente as provas de longa duração

 

  1. Este texto é escrito em português do Brasil
  2. Contatos:
    Mailbelino.coelho@eliteesportiva.com.br
    Telefone: +55 11 5518-3409
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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