Saiba como planear o seu mapa de corridas em 2018

Entramos num novo ano e, para muitos, numa nova época. No entanto, numa altura em que há provas e mais provas, o corredor amador dificilmente separa uma temporada da outra, como se tudo fosse uma grande época realizada de forma contínua ao longo dos anos.

 

Mesmo não havendo essa paragem física, é importante fazer pelo menos um interregno mental da competição, olhando para o ano que aí vem na sua totalidade e não para uma próxima prova.

Em cada corrida que disputamos sempre queremos fazer melhor do que fizemos no passado. Ainda assim, não é possível estar no pico de forma durante todo o ano. Há alturas, há picos de forma durante a época. Quando se segue um plano de treinos a longo prazo, é importante pensar quando é que queremos esse pico de forma, que provas são as mais importantes para nós. Para fazer isso, convém seguir algumas regras.

Estratégias para planear o seu ano de 2018

Comece por tomar nota das provas que fez no ano anterior e os resultados obtidos em cada uma delas. Nesta altura, é importante perceber que só se deve comparar os resultados da mesma prova, não se deve comparar resultados de diferentes provas entre si. Bem, tomando nota das corridas que fez e dos seus resultados, começa já a ter uma ideia clara das provas mais importantes para si, as que mais gosta, as que pretende ter melhores resultados, etc.

Agora escreva as provas em que quer participar em 2018. Deve escrever mesmo todas! De seguida, deverá classificar essas provas por letras, de “A” a “Z”, das mais importantes às menos importantes.

As provas da categoria “A” são as corridas realmente importantes do ano, as que pretende estar ao mais alto nível, as que deseja estar no seu máximo. Escolha, no máximo, três.

Depois, escolha mais três ou quatro provas da categoria “B”. São corridas importantes, de que gosta, mas que poderão ser mais de preparação para as provas “A” do que para tempos ou resultados propriamente ditos.

Passemos para as provas da categoria “C”. Estas podem ser em maior número, entre quatro e cinco, de preferência. Considere as provas “C” como provas para fazer treino de qualidade ou apenas de diversão, sem pressão de resultados.

Repare que, nesta fase, já poderá ter umas 10, 12 provas. Bom… chega! Além do desgaste físico inerente a cada prova, há que considerar o desgaste mental/emocional e ainda o tempo de recuperação necessário para não se entrar numa situação de cansaço extremo… tanto a nível físico como mental.

Estamos na última fase desta preparação, que é a parte dos objetivos. No meu primeiro texto para o Corredores Anónimo, falei como definir prioridades para uma prova, dando a Corrida do Tejo como exemplo. Leia ou releia esse texto e siga esse processo para cada uma das provas que pretende fazer este ano. Uma prova de cada vez…

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Se preferir, pode apenas definir um objetivo final para cada prova e, mais perto do evento, fazer uma análise mais detalhada da corrida e do que pretende alcançar. Poderá ter surpresas positivas e verificar que, afinal, os objetivos agora definidos até poderão estar aquém do que poderá fazer.

Bom ano e boas provas!

CONTATOS:

Jorge Boim
Sports Mental Coach
Telemóvel: 966 856 843
Email: jorgeboim@sportshypnocoach.pt
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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