Consumo diário de ovo aumenta risco de ataque cardíaco ou derrame

Um dos elementos fundamentais na recuperação muscular devido ao seu alto teor proteico, a ingestão humana do ovo sempre levantou polémica. Um novo estudo revela agora que o seu consumo diário aumenta drasticamente o risco de um ataque cardíaco ou um derrame cerebral.

 

O estudo foi publicado no The Journal of the American Medical Association e revela que, ao consumir 300 miligramas de colesterol dietético por dia, aproximadamente o que contém um ovo, há um incremento de 17% no risco de problemas cardiovasculares e 18% na possibilidade de morte por outras causas. No mesmo estudo podemos ler que o aumento de risco ao comer três ou quatro ovos por semana é de 6% e 8%, respetivamente.

«A mensagem final é realmente sobre o colesterol, que é alto nos ovos, especificamente nas gemas. Como parte de uma dieta saudável, as pessoas devem consumir quantidades mais baixas de colesterol», escreve a autora do estudo, Norrina Allen, da Escola de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern, dos Estados Unidos.

Novo estudo do consumo diário de ovo causa polémica

Como é habitual nesta situação, este novo estudo levantou polémica no mundo científico, principalmente porque os ovos, depois de uma “fase de vilão”, são considerados benéficos para a nossa alimentação nos nossos dias, com alguns estudos a assegurarem inclusive que os ovos não aumentam o risco de problemas cardiovasculares.

No entanto, e segundo o grupo de trabalho de Norrina Allen, estes recentes estudos apresentavam mostras menos diversas, um tempo mais curto de acompanhamento e uma capacidade limitada para contemplar outros componentes da dieta.

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Ao todo, a equipa da investigadora da Escola de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern analisou os dados de 29615 adultos, correspondentes a seis estudos prospetivos de cortes realizados durante períodos de até 31 anos. Durante esse tempo, foram registados 5400 problemas cardiovasculares e 6132 mortes por causas de qualquer ordem.

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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