10 conselhos para correr 170 km

Rui Pacheco alcançou o quarto lugar da Ehunmilak Ultra Trail (170 km/D+ 11000). O português acredita que a modalidade está em alta, mas também condena o preço de muitas corridas. Ao mesmo tempo, oferece 10 conselhos.

 

Como analisa a modalidade nos nossos dias?
O surgimento de campeonatos levou ao aparecimento de mais equipas de Trail e o nível tem subido bastante, até com a entrada de muitos atletas oriundos de outros Desportos. É bom e saudável para o crescimento da modalidade. O problema tem sido o aumento exagerado de provas, com algumas organizações deficientes, provas exageradamente caras só com o intuito do lucro e atletas desgastados a fazer provas todos fins-de-semana (não estou a generalizar).

 

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«Ter estabilidade e apoio familiar» é um dos 10 conselhos para correr 170 km

Poderia dar 10 conselhos para quem um dia pretenda correr a Ehunmilak Ultra Trail ou deseje correr uma prova de 170 km?

1 – Ter uma estrutura muscular e óssea de alguns anos com base no Desporto

2 – Começar com Trails mais curtos e ir aumentando gradualmente

3 – Começar a preparação uns seis meses antes

4 – Não abusar em provas devido ao desgaste

5 – Fazer uma prova de 100 a 120km dois meses antes, tipo MIUT

6 – Ter estabilidade e apoio familiar

7 – É fundamental ter alguém conhecido a acompanhar e a apoiar durante a prova

8 – Uma boa alimentação e suplementação, com acompanhamento de profissionais (não de curiosos) antes e durante a prova

9 – Ter uma capacidade de sofrimento grande. Costumo dizer que, para concluir 100 milhas, 30% é físico e 70% é mental

10 – Corrermos com prazer, não competir por sacrifício ou porque está na moda

De referir que Rui Pacheco representa duas equipas. No Trail, a AMCF Arrábida Trail Team; na estrada, a Equipa de Atletismo Correr Soc. Rec da Granja.

Em relação a apoios, são quatro: Mais NutriçãoGoldHealthNutritionSalming Portugal e BiotechUsa.

 

Os apoios são fundamentais para Rui Pacheco continuar a brilhar no Trail
Os apoios são fundamentais para Rui Pacheco continuar a brilhar no Trail

 

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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