Os últimos conselhos de João Oliveira para fazer uma prova de 285 km

No último dia d´«A Semana do tricampeão João Oliveira», e após os cinco primeiros conselhos para correr uma prova de 285 km, como a Ultramilano-Sanremo, o tricampeão português da prova italiana dá mais cinco “detalhes” que são fundamentais para a conclusão de um desafio como este.

 

6. Beber regularmente, mesmo que não tenhamos sede. Não devemos levar o corpo a “secagem”, já que o corpo necessita de se refrescar por dentro e hidratar, tal como um carro necessita de arrefecer.

7. Dormir bem, essencialmente uma semana antes da competição.

8. Podemos ter família, ter o nosso trabalho, os nossos amigos; pode estar a chover, a fazer muito frio ou muito sol. Mas, se nos convencemos de que temos um objetivo por alcançar, arranjamos sempre tempo para treinar, nem que seja entre 40 minutos e 1h00. Mesmo depois das 22h00.

Algumas das imagens do percurso da Ultramilano-Sanremo

9. Para quem pretende se iniciar em longas distâncias, em Ultras, não se deve assustar quando forem chamados de «loucos», «malucos», «sem miolos», etc. Muitos nomes ouvirão, mas lembremos que a diferença entre os 10 km, 21 km, 42 km e 100 km é apenas a distância e o tempo. O objetivo é sempre o mesmo: chegar ao fim.

10. Como conseguir terminar 100 km, 200 km, 300 km? Força de vontade! E ela está, as toneladas, ao nosso redor: na nossa família, em outros atletas que o conseguem, nos atletas deficientes que, apesar de limitados, não veem obstáculos, a força de nossos amigos, o nosso grupo de atletas. Uma coisa é certa: desde que vi uma criança com cerca de 12, 14 anos com uma perna e duas muletas a fazer uma prova de 10 km, não a andar, mas a correr, tudo é possível, basta somente ACREDITAR NA FORÇA DE VONTADE!

 

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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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