Calma, é apenas uma prova…

O nosso especialista “mental coach” aborda hoje a segunda parte do texto que escreveu sobre a pressão mental e a ansiedade, que, por exemplo, aumentam o risco de lesão. Jorge Boim destaca a importância da escolha da prova para atenuar esse mal.

 

Tudo começa na escolha da prova e esta deve ser uma prova que lhe diga algo, em vez de uma prova que vai “só porque sim” ou porque os amigos vão. Quando escolher uma prova, confie no processo de treino e no caminho que tem a percorrer até à prova. Não adianta, e deve mesmo ser evitado, estar a pensar no futuro, este ainda não aconteceu. Mantenha o seu foco e o seu pensamento no presente, no que tem de fazer. No treino, no descanso, na prova de preparação, etc.

Em situações pontuais poderá lembrar-se de provas que fez antes e que tenham corrido bem, em especial na mesma distância que irá percorrer nessa prova “lá fora”. Caso não tenha ainda feito a distância, a ansiedade deve ser encarada como mais natural. No entanto, e nunca é demais reforçar esta parte, sendo natural ter alguma ansiedade, não o é em níveis que não o deixem dormir ou que o façam andar stressado o dia todo. O corpo vai manifestar-se sobre isso e vai haver lesões.

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Quando tem estes sintomas, atempadamente procure ajuda, não deixando para o último dia a preparação mental da prova. As causas destes sintomas devem ser trabalhadas com tempo, pois, não raras vezes, eles têm origens mais profundas que podemos e devemos trabalhar.

Lembre-se que, quando fazemos desporto, devemos sentir-nos bem, tranquilos, descontraídos, relaxados e saborear cada momento. Quando o fazemos assim, o nosso cérebro irá libertar as hormonas da felicidade, os mesmos compostos químicos que liberta quando nos sentimos felizes.

Ser feliz ou fazer a prova em sofrimento: a escolha é sempre sua.

CONTATOS:

Jorge Boim
Sports Mental Coach
Telemóvel: 966 856 843
Email: jorgeboim@sportshypnocoach.pt
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Pedro Alves

Pedro Alves

O futebol sempre acompanhou a minha vida, assim como a natação e o voleibol. As tardes no Estádio do Maracanã, primeiro nas arquibancadas com o meu pai e depois com a “torcida” do Flamengo, são momentos que continuam a marcar as minhas recordações, principalmente a ver Zico a jogar. Em Portugal desde 1989, aos poucos o futebol e o voleibol perderam o seu espaço de prática, mas não de interesse (nesse aspeto o futebol é insubstituível, principalmente a seleção brasileira – como “doeu” os 1-7 da Alemanha… -, o Flamengo e o Barcelona). Se no Brasil a corrida era algo supérfluo, nos últimos anos acabou por ganhar a sua devida importância, primeiro como um hábito de saúde e bem-estar, depois como um desafio pessoal, concretamente terminar uma maratona, feito alcançado no Porto, em 2011. Com mais três no curriculum (duas em Lisboa e uma no Funchal), agora o objetivo é correr a primeira maratona internacional.

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